O mercado de trabalho americano criou 172.000 vagas não agrícolas em maio, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Departamento de Trabalho dos EUA — resultado que superou amplamente as projeções e reforça a resiliência da economia americana.
O número veio muito acima do consenso de mercado de 85.000 vagas e também superou a projeção do Bank of America, que esperava 95.000 postos. Ambas as estimativas foram ultrapassadas por uma margem expressiva, com o resultado real ficando mais que o dobro do consenso.
A taxa de desemprego ficou estável em 4,3%, em linha com as expectativas tanto do Bank of America quanto do consenso de mercado, e permanece dentro de uma faixa estreita entre 4,3% e 4,5% desde julho de 2025.
Lazer e hotelaria lideram; setor financeiro perde vagas
O setor de lazer e hotelaria foi o grande destaque, com a criação de 70.000 vagas — muito acima da média mensal de 14.000 postos dos últimos 12 meses. Só os serviços de alimentação e bebidas responderam por 48.000 das novas contratações.
O governo local adicionou 55.000 postos, com destaque para funções fora da educação (+44.000). A área de saúde criou 35.000 vagas, em linha com sua média histórica de 38.000, com serviços ambulatoriais respondendo pela maior parte.
O setor financeiro, contudo, perdeu 22.000 vagas em maio e acumula queda de 107.000 postos desde o pico registrado em maio de 2025. Seguros e bancos comerciais concentraram as demissões.
Revisões de março e abril somam 93 mil postos
O Departamento de Trabalho revisou os dados dos dois meses anteriores para cima. Março foi corrigido de 185.000 para 214.000 vagas (+29.000), e abril subiu de 115.000 para 179.000 postos (+64.000). No total, as revisões somam 93.000 vagas adicionais.
Salários sobem 3,4% no ano e jornada permanece estável
Os salários médios por hora subiram 0,3% no mês e 3,4% em 12 meses, chegando a US$ 37,53. A jornada média semanal ficou estável em 34,3 horas, enquanto a taxa de participação na força de trabalho — indicador que mede a parcela da população em idade ativa que trabalha ou busca emprego — permaneceu em 61,8%.
O número de desempregados totalizou 7,3 milhões. Os desempregados de longa duração — sem trabalho há 27 semanas ou mais — somam 2 milhões, alta de 524.000 em relação ao mesmo período do ano anterior.






