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Putin “prefere” Kamala e cita Brasil como mediador da paz

Putin “prefere” Kamala e cita Brasil como mediador da paz

O presidente russo, Vladimir Putin, manifestou um apoio irônico à vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, na corrida presidencial de 2024, em detrimento do ex-presidente Donald Trump. A declaração ocorreu durante o Fórum Econômico do Oriente, no leste da Rússia. Quando questionado sobre as eleições nos EUA, Putin sorriu e disse que “a decisão cabe […]

O presidente russo, Vladimir Putin, manifestou um apoio irônico à vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, na corrida presidencial de 2024, em detrimento do ex-presidente Donald Trump. A declaração ocorreu durante o Fórum Econômico do Oriente, no leste da Rússia.

Quando questionado sobre as eleições nos EUA, Putin sorriu e disse que “a decisão cabe ao povo americano”, mas acrescentou que, dado o apoio do presidente Biden a Kamala, “nós também a apoiaremos”. Ele elogiou seu senso de humor constante, mencionando que “isso indica que ela está bem”.

Kamala seria mais influenciável

De acordo com analistas, Putin vê Kamala como uma figura mais suscetível à influência. Apesar disso, a inteligência americana continua acreditando que o líder russo preferiria Trump na presidência, devido ao impacto que isso teria nas relações com a OTAN e na política externa americana.

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Putin também mostrou disposição em retomar negociações de paz com a Ucrânia, afirmando que estaria aberto ao diálogo se Kiev demonstrasse interesse. Esta posição contrasta com suas declarações anteriores, que rejeitavam conversas devido ao conflito.

Em visita à Mongólia, Putin comentou sobre o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional. A Mongólia o recebeu com honras, ignorando os pedidos da Ucrânia e da União Europeia para que o prendesse. Organizações como a Anistia Internacional também pressionaram o país, mas o governo mongol manteve seu apoio ao líder russo.

Putin reafirmou que o principal objetivo da Rússia continua sendo a captura da região de Donbas, minimizando o impacto da incursão ucraniana em Kursk, e assegurando que as operações russas em Donbas seguem inalteradas. Ele ainda mencionou que está aberto a negociações com base nos acordos de Istambul de 2022.

No cenário diplomático, Putin revelou que mantém conversas frequentes com Índia, China e Brasil sobre a situação na Ucrânia, sinalizando que esses países estão genuinamente comprometidos em buscar uma solução.

No plano doméstico, a Rússia enfrenta ataques aéreos da Ucrânia e as consequências das sanções internacionais, que continuam a prejudicar a economia. Além disso, um alto oficial militar russo foi preso recentemente sob acusações de corrupção.

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