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PMI composto dos EUA sobe para máxima de 5 meses em junho

PMI composto dos EUA sobe para máxima de 5 meses em junho

Indústria cresce ao maior ritmo desde julho de 2021, enquanto setor de serviços avança em ritmo ainda modesto

A atividade empresarial dos Estados Unidos cresceu pelo terceiro mês consecutivo em junho, segundo os dados preliminares do PMI divulgados pela S&P Global nesta terça-feira. O índice PMI Composto avançou de 51,5 em maio para 52,2 — máxima de cinco meses —, sinalizando expansão, ainda que em ritmo mais lento do que no início do ano, antes do conflito no Oriente Médio.

Contudo, o crescimento permanece desigual entre os setores da economia americana. O índice de serviços subiu de 50,7 para 51,3 — máxima de quatro meses —, enquanto o PMI industrial saltou de 55,1 para 55,7, maior nível desde maio de 2022. A bifurcação reflete a resiliência da indústria diante da fragilidade do consumo de serviços.

Indústria lidera, mas crescimento é impulsionado por estoque preventivo

A produção industrial cresceu ao ritmo mais rápido desde julho de 2021, com novos pedidos registrando a maior alta desde abril de 2022. Entretanto, parte expressiva desse desempenho reflete a antecipação de compras por parte das empresas, preocupadas com possíveis interrupções nas cadeias de suprimento e novos aumentos de preços associados à guerra.

A acumulação de estoques de insumos atingiu em junho o ritmo mais acelerado em quase duas décadas de histórico da pesquisa, superado apenas pelo pico registrado após o anúncio das tarifas em 2025.

Os prazos de entrega dos fornecedores se alongaram ao maior nível desde agosto de 2022, reflexo das disrupções logísticas geradas pelo conflito no Oriente Médio e pelas tarifas comerciais.

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Emprego cai e inflação de preços segue pressionada

O emprego recuou pelo segundo mês consecutivo em junho e pela terceira vez nos últimos quatro meses. Os cortes de vagas na indústria ocorreram no ritmo mais intenso desde os lockdowns da Covid-19 em 2020 — e, excluindo a pandemia, no nível mais alto desde 2009.

As empresas citaram preocupações com o custo de matérias-primas e com a sustentabilidade da demanda como principais razões para a redução de quadros.

A inflação de preços de insumos, embora tenha recuado ligeiramente em relação ao pico de maio, permaneceu como a terceira mais alta desde o início de 2023.

Os preços cobrados por bens e serviços seguiram no mesmo ritmo elevado de maio, com a inflação de preços no setor de serviços atingindo máxima de 11 meses. Portanto, o cenário de preços segue como um dos principais riscos para a economia americana.

Confiança melhora, mas segue abaixo da média histórica

As perspectivas das empresas para o ano à frente melhoraram ao nível mais otimista desde fevereiro, impulsionadas por esperanças de alívio nas tensões do Oriente Médio e de redução das pressões de preços. Contudo, a confiança permaneceu bem abaixo das médias históricas de longo prazo, refletindo incertezas persistentes sobre o impacto econômico da guerra e das políticas de tarifas.

Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, avaliou que as leituras atuais são consistentes com uma economia que luta para crescer mais do que 1% ao ano anualizado no segundo trimestre.

Para o economista, o setor de serviços segue em expansão especialmente modesta, pressionado pelos preços elevados e pela baixa confiança dos consumidores, enquanto o crescimento industrial ainda é parcialmente sustentado pela formação de estoques preventivos — e não por uma demanda final genuinamente robusta.