Os preços do trigo dispararam 130%, entre janeiro de 2020 e abril de 2022, no Brasil. Os dados foram apontados na pesquisa realizada pela consultoria MLB e publicados nesta segunda-feira (23) pela CNN.
Segundo o levantamento, o aumento no valor da gramínea foi provocado por diversos fatores. Entre eles, a pandemia de Covid-19, a inflação das commodities e, agora, a guerra no leste europeu, uma vez que Rússia e Ucrânia estão entre os maiores fornecedores desse mercado.
Preços do trigo: base da pesquisa
O valor do trigo foi calculado tendo como base a média dos preços cobrados pelos produtores do Rio Grande do Sul e Paraná, no Brasil, e de agricultores argentinos.
De acordo com Luiz Carlos Caetano, condutor da pesquisa, atualmente, o preço da tonelada do trigo encontra-se entre R$ 2 mil e R$ 2,1 mil (US$ 400 e US$ 410). No entanto, já esteve em US$ 465, diz ele à CNN.
Preço da farinha subiu menos que do trigo
O preço do saco de farinha avançou 117% durante o mesmo período, disparando em menor proporção que o valor do trigo.
Conforme aponta a publicação da CNN, as grandes indústrias e os supermercados realizam contratos de longo prazo. Por isso, conseguem manter essa diferença de preço, mesmo com as oscilações do mercado internacional.
Apesar do valor da farinha ter subido em menor escala, comparado ao trigo, os preços de itens desse segmento (pães e tortas industrializadas) subiram além dos índices inflacionários, segundo o levantamento da CNN.
Diante disso, há uma preocupação entre os empresários desse nicho em relação à queda no consumo, com possibilidades de ser intensificada em razão das elevações dos preços.
Entre os fatores que podem impulsionar ainda mais os valores, destacam-se a alta do frete (acompanhando o diesel) e o prolongamento da Guerra da Ucrânia.
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