O preço do petróleo recua de forma intensa nesta terça-feira (30), tanto no barril Brent – produzido no Mar do Norte – quanto no barril intermediário do Texas (WTI, na sigla em inglês), produzido nos Estados Unidos.
O barril futuro do Brent recua US$ 3,10, ou 4%, para US$ 73,97 o barril, até o começo da tarde de hoje. Já barril US West Texas Intermediate cai US$ 2,97, ou 4,1%, desde o fechamento de sexta-feira, para US$ 69,69.
O pano de fundo da queda são as preocupações em torno da votação do projeto que expande o teto da dívida dos EUA e impede um default do país a partir do dia 1º de junho. Apesar do acordo no fim de semana entre o presidente Joe Biden e o presidente da Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy, esperam-se resistências quando a matéria chegar ao Congresso do país.
Isso porque deputados ligados à ala mais à direita do Partido Republicano – mesma legenda de McCarthy – desaprovaram os termos do acordo e prometem impedir a aprovação.
Preço do petróleo: reunião da Opep+ também preocupa
Mas não é apenas as preocupações em torno da dívida norte-americana. A reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+), marcada para o fim de semana, também é fonte de temores. Com a queda nos preços, há temores de que o grupo promova um corte na produção, restringindo a oferta e forçando uma elevação do preço do barril.
O ministro da Energia da Arábia Saudita, Abdulaziz bin Salman, alertou na semana passada que os preços do petróleo caindo de forma como estão, podem acender o alerta para a organização, sendo um possível sinal de corte.
Em abril, já foi anunciado um corte de 1,2 milhão de barris por dia do cartel internacional, elevando o volume de restrição para 3,66 milhões de barris por dia, segundo a Reuters.
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