Home
Notícias
Mercados
Pré-mercado hoje: PIB da China anima mercados; foco vai para IBC-Br e prévia da Vale (VALE3)

Pré-mercado hoje: PIB da China anima mercados; foco vai para IBC-Br e prévia da Vale (VALE3)

China surpreende com PIB de 5% no primeiro trimestre, enquanto investidores acompanham IBC-Br, Petrobras, Vale e balanço da Netflix

O pré-mercado desta quinta-feira (16) começa com viés mais positivo no exterior, após a China surpreender com crescimento de 5% no primeiro trimestre de 2026, acima das expectativas.

No radar dos investidores, o IBC-Br de fevereiro e a prévia operacional da Vale (VALE3) concentram atenções no Brasil, enquanto a guerra no Oriente Médio e a temporada de balanços nos Estados Unidos seguem no foco.

Pré-mercado hoje: o que importa para o Brasil

No mercado doméstico, a agenda é puxada pela divulgação do IBC-Br de fevereiro, às 9h. A expectativa é de desaceleração, embora o BTG Pactual (BPAC11) projete alta de 1% na comparação mensal, acima do consenso de mercado.

Publicidade
Publicidade

Também entra no radar a assembleia geral ordinária da Petrobras (PETR4), que elegerá o novo conselho de administração por voto múltiplo, mecanismo solicitado por acionistas minoritários.

Além disso, a Vale divulga após o fechamento sua prévia operacional do primeiro trimestre, dado relevante para calibrar expectativas sobre produção e vendas da mineradora.

No pano de fundo fiscal, o governo confirmou no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias a meta de superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões. Ao mesmo tempo, o FMI elevou a projeção para a dívida bruta brasileira, estimando 96,5% do PIB em 2026 e trajetória de alta até 106,5% em 2031.

Na véspera, o Ibovespa caiu 0,46%, aos 197.738 pontos, interrompendo a sequência recente de recordes. O dólar, por sua vez, fechou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, a R$ 4,9917.

Leia também:

O que move o mercado no mundo

No exterior, o principal vetor positivo do dia veio da China. O PIB do país cresceu 5% no primeiro trimestre de 2026, acima da expectativa de 4,9% e em aceleração frente aos 4,5% do trimestre anterior. O dado ajudou a impulsionar as bolsas asiáticas.

O Nikkei subiu 2,38% e renovou recorde histórico de fechamento, enquanto o Kospi avançou 2,21% e o Shanghai Composto ganhou 0,70%.

Na Europa, os índices também operavam em alta, acompanhando o tom positivo vindo da Ásia e a surpresa favorável com o PIB do Reino Unido em fevereiro, que cresceu 0,5%, acima da projeção de 0,1%.

Em Nova York, os futuros avançavam moderadamente, com o mercado ainda repercutindo a máxima histórica do S&P 500 acima dos 7 mil pontos. Os investidores seguem monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, tentando equilibrar a perspectiva de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã com a falta de um desfecho concreto para o conflito.

Nesse contexto, o petróleo continua sustentado. O Brent operava acima de US$ 96 por barril, ainda refletindo os riscos à navegação no Estreito de Ormuz, embora o mercado também veja com bons olhos os sinais diplomáticos mais recentes. Já o minério de ferro avançou 3,10% na bolsa de Dalian, a 782,50 iuanes, acompanhando o dado mais forte de atividade na China.

A agenda internacional ainda traz dados de pedidos de auxílio-desemprego e produção industrial nos Estados Unidos, além de falas de dirigentes do Fed em meio às reuniões do FMI e do Banco Mundial.

No noticiário corporativo, os destaques do dia ficam com PepsiCo (PEP; PEPB34) antes da abertura e Netflix (NFLX; NFLX34) e Alcoa (AA) após o fechamento em Nova York.