O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 1,1% em maio, superando a expectativa de economistas consultados pela Dow Jones, que projetavam avanço de 0,7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Bureau of Labor Statistics (BLS) e indicam uma aceleração relevante das pressões inflacionárias na cadeia produtiva.
No acumulado de 12 meses, o PPI avançou 6,5%, a maior alta desde novembro de 2022, reforçando a percepção de que a inflação segue resiliente em níveis elevados. O resultado sucede altas de 1,1% em abril e 0,7% em março, consolidando uma tendência de pressão consistente nos preços ao produtor.
A composição do índice mostra que cerca de 80% da alta de maio foi impulsionada pelo avanço de 2,8% nos preços de bens finais, enquanto os serviços registraram crescimento mais moderado, de 0,3%. O movimento evidencia um choque concentrado sobretudo em componentes mais voláteis, mas com disseminação gradual para outras categorias.
Energia lidera avanço dos preços
Dentro dos bens finais, o destaque ficou para o setor de energia, cujos preços dispararam 10,7% no mês. O aumento foi determinante para o resultado agregado, refletindo, principalmente, uma forte elevação nos combustíveis.
O preço da gasolina subiu 23,4% em maio, respondendo por mais da metade da alta do índice de bens finais. Também houve aumentos em itens como diesel, querosene de aviação, resinas plásticas, produtos químicos industriais e líquidos de gás natural. Por outro lado, alguns componentes apresentaram queda, como carne suína, energia elétrica residencial e produtos de papel sanitário.
Excluindo alimentos e energia, o índice de bens ainda mostrou elevação de 0,8%, sinalizando que pressões inflacionárias mais amplas permanecem presentes. O indicador reforça a persistência de custos elevados ao longo das cadeias produtivas.
Núcleo e serviços reforçam tendência
O núcleo do PPI — que exclui alimentos, energia e serviços comerciais — avançou 0,8% em maio, registrando o maior aumento mensal desde março de 2022. Em 12 meses, o núcleo acumula alta de 5,1%, também em patamar elevado, indicando que a inflação subjacente segue pressionada.
No segmento de serviços, o avanço de 0,3% foi puxado principalmente por categorias fora do comércio, transporte e armazenagem, que subiram 0,7%. Os serviços de transporte e armazenagem também tiveram alta relevante, de 2,6%, enquanto as margens de comércio recuaram 1,1%.
Entre os destaques, os preços de gestão de portfólio subiram 4,8%, além de aumentos em transporte rodoviário de carga, serviços financeiros e atacado de alimentos. Em contrapartida, houve quedas em margens de atacado de máquinas e equipamentos, além de combustíveis no varejo e crédito imobiliário.
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