Home
Notícias
Economia
PMI industrial recua a 52,1 pontos, puxado por enchentes no RS e demanda

PMI industrial recua a 52,1 pontos, puxado por enchentes no RS e demanda

O PMI industrial do Brasil recuou de 55,9 em abril para 52,1 pontos em maio. Contudo, o indicador ficou acima da marca de 50,0, em expansão. Entenda os impactos!

O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Brasil recuou de 55,9 em abril para 52,1 pontos em maio. Contudo, o indicador ficou acima da marca de 50,0, que separa a atividade de contração (para baixo) e expansão (para cima). Os dados do PMI industrial do Brasil são da da S&P Global, divulgados nesta segunda-feira (3).

A leitura mais recente do PMI industrial destacou uma taxa de expansão moderada, a mais fraca deste período.

Os dados de maio indicaram uma melhora expressivamente mais branda das condições do setor industrial no Brasil, com impacto das enchentes no estado do Rio Grande do Sul, fechamento de empresas e a retração da demanda. Estes fatores restringiram o crescimento das vendas e refrearam a produção.

Os resultados mais recentes também destacaram o aumento mais rápido dos custos de insumos em 21 meses, mas uma subida mais lenta nos preços de venda.

Publicidade
Publicidade
Gráfico mostra progresso do PMI industrial do Brasil

Ao mesmo tempo, houve um leve enfraquecimento da confiança nos negócios, em meio a preocupações das empresas com relação ao impacto negativo da crise das enchentes na economia, na distribuição de insumos, nos pedidos dos clientes e no orçamento fiscal, segundo a S&P.

Novos pedidos aumentaram em maio, o que as empresas atribuíram à publicidade e ao lançamento bem-sucedido de novos produtos. Por outro lado, a taxa de expansão foi modesta e a mais fraca na atual sequência de cinco meses de crescimento.

PMI industrial: impacto das enchentes e retração da demanda pesam

A pesquisa mostra que as pressões sobre os custos no setor industrial do Brasil atingiram seu máximo desde agosto de 2022. Os participantes da pesquisa relataram aumento dos preços de commodities, fragilidade cambial e aumento das tarifas de frete.

Pollyanna De Lima, Diretora Associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, disse que os resultados do PMI industrial mostraram uma certa capacidade de “resiliência do setor industrial do Brasil”, excluindo-se as respostas de empresas diretamente afetadas pelas enchentes catastróficas no Rio Grande do Sul.

As estimativas do PMI, que pressupõem que as empresas daquele estado do sul do país teriam registrado queda na produção, em novos pedidos e na compra de insumos, descrevem o setor de forma menos positiva. Com as enchentes devastando casas, lojas, fazendas, aeroportos, estradas, pontes, entre outros, os fabricantes tiveram dificuldade para receber os insumos adquiridos e se mostraram preocupados com seu impacto sobre a economia em geral, os pedidos dos clientes e o orçamento fiscal.

Ainda assim, a diretora disse que as expectativas de que esforços de socorro, investimentos e o lançamento de novos produtos poderiam apoiar a demanda nos próximos meses “encorajaram as previsões otimistas” de perspectivas de produção para o próximo ano e “fomentaram a criação de empregos em maio.”