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Preço do petróleo cai ao menor nível desde o começo da guerra no Irã

Preço do petróleo cai ao menor nível desde o começo da guerra no Irã

O petróleo Brent, referência global para o mercado de petróleo bruto, recuou 1,7% nos contratos futuros para agosto, sendo negociado a US$ 75,79 por barril

O preço do petróleo registra forte queda nesta quarta-feira (24) no mercado internacional, atingindo o menor patamar desde antes do início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A redução das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global e os sinais de normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz pressionaram as cotações internacionais da commodity.

O petróleo Brent, referência global para o mercado de petróleo bruto, recuou 1,7% nos contratos futuros para agosto, sendo negociado a US$ 75,79 por barril. O valor representa o menor nível desde 27 de fevereiro, um dia antes do início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Já os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também caíram 1,7%, para US$ 71,98 por barril.

A queda do preço do petróleo reflete a diminuição dos temores de uma crise de abastecimento após avanços na retomada das operações no Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido mundialmente.

Trump critica petroleiras após queda do preço do petróleo

A forte queda do preço do petróleo também motivou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às grandes empresas do setor energético.

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Em publicação na rede social Truth Social, Trump acusou as companhias petrolíferas de não repassarem aos consumidores a queda dos custos da matéria-prima por meio de preços menores da gasolina.

“As grandes companhias petrolíferas não estão baixando o preço da gasolina na mesma proporção que os preços drasticamente mais baixos que estão pagando pelo petróleo. Esses preços estão despencando”, escreveu o presidente.

Trump afirmou ainda que os consumidores estariam sendo prejudicados e revelou ter orientado o Departamento de Justiça dos EUA a iniciar uma investigação sobre o tema.

Em relatório divulgado esta semana, o banco Goldman Sachs avaliou que o mercado entrou em uma nova fase, marcada por maior estabilidade relativa, mas ainda sujeita a oscilações.

De acordo com a instituição, a trajetória de preços tende a ser de acomodação, com episódios pontuais de volatilidade provocados por novas manchetes ou avanços — ou retrocessos — nas negociações diplomáticas.

A dinâmica de oferta e demanda também deve influenciar esse processo.

Os estoques globais foram significativamente reduzidos durante o conflito, ao mesmo tempo em que a demanda por combustíveis tende a crescer com a chegada do verão no hemisfério norte, especialmente no terceiro trimestre. Esse cenário reforça a necessidade de preços mais baixos para equilibrar o mercado.