O Índice de Gerente de Compras (PMI) composto dos EUA caiu de 55,4 em dezembro para 52,7 pontos em janeiro, segundo dados finais divulgados pela S&P Global nesta quarta-feira (5). O resultado ficou abaixo da previsão do mercado, que esperava um recuo para 52,4 pontos. A leitura acima de 50 pontos indica crescimento, enquanto valores abaixo desse patamar demonstram retração da atividade.
O indicador, que mede a atividade econômica combinada dos setores de indústria e serviços, continuou sinalizando expansão, mas com um ritmo mais fraco. A desaceleração foi atribuída principalmente ao crescimento mais lento da atividade e dos novos negócios. Ainda assim, a criação de empregos atingiu o maior nível em 31 meses, refletindo a confiança das empresas em uma recuperação mais forte nos próximos meses.
Os custos de insumos e os preços finais cobrados pelas empresas voltaram a subir, indicando pressões inflacionárias mais fortes em janeiro. O economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, Chris Williamson, destacou que o enfraquecimento do PMI pode estar parcialmente relacionado ao clima adverso em algumas regiões do país, mas também apontou sinais de demanda mais fraca em setores sensíveis às expectativas de taxas de juros.
PMI de Serviços recua para 52,9
O PMI de Serviços dos EUA caiu de 56,8 em dezembro para 52,9 em janeiro, conforme a pesquisa da S&P Global. O resultado veio levemente acima da expectativa do mercado, que previa uma queda para 52,8 pontos.
Apesar da desaceleração, o setor de serviços manteve-se em expansão pelo 24º mês consecutivo, impulsionado pelo crescimento sólido de novos pedidos e pela conquista de novos clientes. No entanto, o ritmo de crescimento foi o mais fraco desde abril de 2024, com algumas empresas relatando impactos negativos do inverno rigoroso em determinadas regiões do país.
Os preços de insumos voltaram a subir de forma acentuada, impulsionados principalmente pelo aumento nos custos trabalhistas e por materiais mais caros. Como consequência, as empresas elevaram os preços cobrados dos clientes para compensar a alta nos custos.
Ainda assim, as empresas do setor de serviços demonstraram otimismo em relação ao futuro, com mais de 42% dos entrevistados esperando crescimento da atividade nos próximos 12 meses. O aumento na contratação, que foi o mais forte desde junho de 2022, também reflete essa perspectiva positiva para a economia norte-americana.
PMI Industrial retorna à expansão em janeiro
O PMI Industrial dos EUA subiu de 49,4 em dezembro para 51,2 em janeiro, superando a marca de 50,0 e indicando um retorno ao crescimento do setor industrial após sete meses de contração. O avanço foi impulsionado pelo aumento na produção e na entrada de novos pedidos, refletindo maior confiança empresarial no início do ano.
O otimismo no setor industrial atingiu o maior nível em 34 meses, com mais de metade das empresas prevendo expansão da produção ao longo de 2025. Parte desse entusiasmo foi atribuída à perspectiva de melhoria nas condições de negócios sob a nova administração do presidente Donald Trump.
A demanda doméstica cresceu, impulsionando a retomada dos pedidos e da produção, embora os pedidos de exportação tenham continuado a cair, ainda que de forma marginal. Como resposta à recuperação da demanda, as empresas do setor ampliaram suas contratações pelo terceiro mês consecutivo, registrando o ritmo mais forte de criação de empregos desde junho de 2024.
Apesar do avanço no volume de pedidos e produção, as cadeias de suprimentos seguiram enfrentando desafios. Os prazos de entrega aumentaram pelo quarto mês seguido, refletindo tanto a escassez de mão de obra entre fornecedores quanto o impacto de condições climáticas extremas, como incêndios florestais na Califórnia e ondas de frio intenso em outras partes do país.
Os custos de insumos continuaram subindo de forma acentuada, levando as empresas a repassar os aumentos aos consumidores. Os preços dos produtos manufaturados cresceram no ritmo mais acelerado desde março de 2024, mantendo a pressão inflacionária no setor.
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