O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do Brasil, que consolida dados de serviços e indústria, mostrou recuperação em agosto, subindo a 50,6. Em julho, houve contração da atividade, de 49,6, pela primeira vez em cinco meses. Os dados são da pesquisa divulgada pela S&P Global nesta terça-feira (5).
Da mesma forma, o setor de serviços brasileiro voltou a subir no mês, de 50,2 para 50,6, após queda em julho. Este é o sexto mês consecutivo em que a atividade ficou acima do nível neutro de 50,0.
Segundo a pesquisa, a leitura mais recente do PMI de serviços do Brasil foi consistente com um ritmo de expansão marginal. As empresas que relataram crescimento mencionaram conquistas de novos negócios, o que levou a um novo crescimento na atividade de serviços.
Além disso, taxas de juros mais baixas e propostas em andamento estimularam a confiança nos negócios. O salto no índice impulsionou o nível de sentimento positivo para o mais alto em dez meses.
Por sua vez, o crescimento das contratações foi mantido. As tendências de preços foram variadas, à medida que a inflação dos custos dos insumos acelerou, enquanto os custos de venda aumentaram à taxa mais lenta em quase três anos.

O volume de novos pedidos recebidos por empresas brasileiras de serviços registrou um novo aumento em agosto, estendendo a sequência atual de expansão para seis meses. Os participantes da pesquisa que observaram crescimento mencionaram uma recuperação da demanda e a captação de novos clientes. A taxa geral de expansão foi apenas moderada, embora mais sólida do que em julho.
A pesquisa também pontua que a inflação ficou abaixo da sua tendência de longo prazo. Enquanto algumas empresas optaram por repassar parte dos seus encargos adicionais, outras abstiveram-se de fazê-lo devido a pressões competitivas.
PMI: redução de juros e novos negócios
O impacto combinado de reduções das taxas de juros, novos negócios pendentes de aprovação e previsões de melhoria das vendas aumentou o otimismo nos negócios em agosto. O nível de confiança das empresas em relação às perspectivas para a atividade de serviços ao longo do próximo ano foi o mais alto registrado desde outubro de 2022. Isso contrastou significativamente com o mês de julho, quando o sentimento caiu para o nível mais baixo em 26 meses.
Projeções otimistas de crescimento, aumentos contínuos em novos negócios e contratos em fase de preparação impulsionaram a criação de empregos. O emprego aumentou pelo sexto mês consecutivo em agosto, e a um ritmo mais acelerado do que em julho.
O subsetor de Finanças e Seguros liderou o crescimento tanto da atividade de serviços como de novos negócios em agosto, enquanto o de Imóveis e Serviços Comerciais foi a única categoria a registrar contrações. A inflação dos custos dos insumos foi mais pronunciada no segmento de Serviços ao Consumidor, mas os aumentos mais acentuados nos preços de venda foram observados nas empresas de Finanças e Seguros e Transportes, Informação e Comunicação.
PMI composto da zona do euro cai para mínima em 33 meses
O PMI composto da zona do euro caiu de 48,6 em julho para 46,7 na leitura final de agosto, na mínima em 33 meses, segundo a S&P Global. O consenso de analistas ouvidos pela FactSet projetavam a faixa de 47,0.
O PMI de serviços teve baixa de 50,9 em julho a 47,9 em agosto, na mínima em 30 meses. Neste caso, a expectativa era de 48,3.
O PMI abaixo de 50 marca o território de contração da atividade.
PMI de serviços da China cai para nível mais baixo em oito meses
Na China, o índice de gerentes de compras (PMI) do setor de serviços recuou de 54,1 em julho para 51,8 em agosto. Embora esteja acima do patamar de 50,0, que separa expansão da contração da atividade, o indicador foi o mais baixo dos últimos oito meses.
Segundo a S&P Global, o recuo coincide com o fraco volume global de novos negócios.
Com a queda de serviços, o PMI composto caiu de 51,9 para 51,7 em um mês, também no nível mais baixo desde janeiro.
Em agosto houve uma recuperação da indústria de transformação na China. O PMI industrial subiu de 49,2 em julho para 51 em agosto.
Sobre os preços dos serviços, a taxa de inflação dos custos dos fatores de produção recuou para uma mínima de seis meses, enquanto os preços das vendas aumentaram no ritmo mais lento desde abril.






