O avanço do Pix no e-commerce no Brasil segue acelerado. Segundo estudo global da Global Payments, o sistema de pagamentos instantâneos já representa 38% das transações realizadas no comércio eletrônico brasileiro, consolidando-se como um dos principais meios de pagamento do país. Nas lojas físicas, a participação também cresce e já alcança 34% das operações.
Apesar da forte expansão do Pix, o cartão de crédito ainda mantém relevância no comércio eletrônico, concentrando cerca de 40% das transações online, impulsionado principalmente pelo parcelamento e pelos programas de benefícios oferecidos aos consumidores.
O levantamento aponta ainda que o crescimento do Pix tem contribuído para ampliar a inclusão financeira no país, aumentando o acesso da população aos meios digitais de pagamento e reduzindo gradualmente o uso de dinheiro em espécie. O Brasil aparece entre os principais destaques globais na transformação dos meios de pagamento, impulsionado pela digitalização financeira e pela rápida adoção de novas tecnologias.
Pix avança no e-commerce no Brasil e pressiona receitas bancárias
Na avaliação dos analistas da Ágora Investimentos, o avanço do Pix reforça uma pressão estrutural sobre as receitas de tarifas bancárias e acelera mudanças importantes no modelo de negócios do setor financeiro.
“A crescente participação do Pix reforça nossa tese de pressão estrutural sobre receitas de tarifas dos bancos, com mudança relevante no mix de receitas em direção a crédito e serviços financeiros de maior valor agregado”, afirmam os analistas da instituição.
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Segundo a Ágora, bancos mais diversificados tendem a atravessar esse movimento de forma mais favorável. Para Itaú Unibanco e BTG Pactual, o cenário é considerado neutro a positivo, devido à maior capacidade de monetização dos clientes por meio de crédito, investimentos e serviços financeiros.
Já o Banco Santander Brasil pode enfrentar maior pressão, em razão da dependência historicamente mais elevada de serviços bancários tradicionais. O Banco do Brasil, por sua vez, segue resiliente graças ao forte posicionamento em crédito e à ampla base de clientes, embora também enfrente o efeito de compressão das tarifas.
“Em síntese, o Pix acelera a competição no sistema financeiro, reduz barreiras de entrada e favorece eficiência, em um cenário mais desafiador para receitas tradicionais, mas positivo para o crescimento do mercado no longo prazo”, concluem os analistas da Ágora Investimentos.






