O Produto Interno Bruto (PIB) da China teve alta de 6,3% no segundo trimestre, abaixo da projeção de 7% do mercado.
Na comparação trimestral, o PIB chinês subiu 0,8%. No primeiro trimestre, a taxa havia subido 2,2%.
O dado do PIB ofuscou o resultado da produção industrial, que veio melhor que o previsto.
A produção industrial avançou 4,4% em junho, em base anual, acima do projetado pelo mercado, de 3%, e as vendas no varejo aumentaram 3,1%, ante estimativa de 3,2%.
Já as vendas no varejo aumentaram 3,1% em junho em relação ao ano anterior.
Os dados foram divulgados na noite de domingo (16), pelo Departamento Nacional de Estatísticas.
Na sequência da divulgação do PIB, o Banco do Povo da China (PBoC) anunciou a injeção de 103 bilhões de yuans (US$ 14,42 bilhões) de liquidez por meio do instrumento de empréstimo de médio prazo (MLF) de um ano a uma taxa de juros de 2,65%.
Em 2022, a meta do governo chinês para o crescimento do PIB era de 5,5%, mas fechou em alta de 3%, o pior desempenho em 46 anos. A meta para este ano é de 5%.
Os números do crescimento econômico da China têm levado o mercado a rebaixar suas previsões para o ano. JPMorgan, Morgan Stanley e Citigroup estão entre os bancos que cortaram projeções de crescimento econômico este ano para 5%.
No ano passado, o país teve um crescimento de 3%, superando apenas o ano de 2020, o primeiro ano da pandemia de Covid-19.
Apesar de o PIB da China ter registrado seis crescimentos anuais acima de dois dígitos no século 21, a China não conseguiu repetir esse desempenho desde 2010.