A economia da China está apresentando sinais de crescimento abaixo do esperado em 2023.
Embora o PIB do país asiático esteja com um desempenho melhor em relação a 2022, espera-se que esta seja a terceira menor taxa desde a década de 1990.
A agência de risco Standard & Poor’s (S&P) revisou sua projeção de crescimento do PIB da China em 2023 de 5,5% para 5,2%.
O Goldman Sachs também reduziu suas previsões: de 6% para 5,4%, assim como outras casas de análise e bancos globais.
No ano passado, o país teve um crescimento de 3%, superando apenas o ano de 2020, o primeiro ano da pandemia de Covid-19.
Apesar de ter registrado seis crescimentos anuais acima de dois dígitos no século 21, a China não conseguiu repetir esse desempenho desde 2010.
Os dados do segundo trimestre frustraram as projeções dos economistas, levando a China a anunciar novos estímulos de investimento e acesso ao crédito.
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Projeção de crescimento do governo chinês é de 5%
Embora o governo chinês, liderado por Xi Jinping, tenha estabelecido uma meta de crescimento de 5% para o PIB do país em 2023, essa porcentagem foi considerada conservadora por alguns analistas.
Esperava-se que a China tivesse uma recuperação mais forte após um período de desaquecimento econômico em 2022. Mesmo com uma taxa mais fraca, a China deverá ter um crescimento maior do que o restante do mundo, que espera um PIB próximo a 2,8%.
Últimos dados econômicos da China
Nesta segunda-feira (10) foi divulgada a inflação na China.
A inflação ao consumidor (CPI) ficou estável em junho e contrariou a previsão de alta de 0,2% na base anualizada.
Os preços ao produtor (PPI) recuam 5,4%; estimativa era de queda menos intensa, de 5%.
Semana passada, foram divulgados os PMIs chineses. Os PMIs, Índices dos Gerentes de Compras, são utilizados para medir a atividade econômica nos setores de manufatura e serviços. Uma pontuação acima de 50 indica expansão, enquanto uma pontuação abaixo de 50 indica contração.
O PMI de serviços ficou em 53,9, abaixo do registro de maio, de 57,1. O industrial recuou de 50,9 em maio para 50,5 em junho.
Outro dado que aponta desaceleração veio do Escritório Nacional de Estatísticas da China, que informou que a taxa de desemprego entre os jovens de 16 a 24 anos atingiu 20,8% em maio, em comparação com os 20,4% do mês anterior.
A China também enfrenta desafios com a queda das exportações. Em maio, as exportações caíram 7,5% em comparação com o mesmo período de 2022, enquanto as importações recuaram 4,5%. Isso resultou em um recuo na balança comercial do país.
Além disso, a população da China registrou uma queda pela primeira vez desde 1961, passando de 1,413 bilhão em 2021 para 1,412 bilhão em 2022, representando uma queda de 0,6%.
Por que a economia chinesa importa?
A economia chinesa desempenha um papel fundamental no contexto econômico global, sendo uma potência que influencia os investimentos em diversas partes do mundo.
A China, com sua vasta população, mercado consumidor em expansão e sólida base industrial, tem se destacado como um dos principais motores do crescimento econômico mundial. Seu PIB impressionante e seu papel como o maior exportador do mundo a tornam uma força crucial no comércio internacional. Além disso, o país também é um dos maiores detentores de reservas internacionais e possui influência considerável sobre as taxas de câmbio e os mercados financeiros globais.
A China tem aumentado sua presença no Brasil por meio de investimentos em setores-chave, como infraestrutura, energia, agricultura e tecnologia.
A busca por recursos naturais e oportunidades de negócios tem levado empresas chinesas a investir em projetos de grande porte no país. O Brasil se tornou um importante destino para investimentos chineses devido à sua abundância de recursos naturais e ao seu potencial de crescimento econômico.
Os investimentos chineses têm impulsionado o desenvolvimento de projetos de infraestrutura no Brasil, como a construção de portos, estradas e ferrovias. Além disso, a entrada de capital chinês tem ajudado a impulsionar setores como energia renovável e agronegócio, contribuindo para o crescimento econômico do país.
Esses investimentos também têm gerado empregos e transferência de tecnologia, proporcionando benefícios para a economia brasileira.
Os investimentos chineses no Brasil trazem tanto riscos quanto oportunidades para os investidores locais. Por um lado, a dependência excessiva de investimentos estrangeiros pode expor a economia brasileira a volatilidades e choques externos. Além disso, há preocupações sobre a concorrência com empresas chinesas em setores específicos, o que pode afetar negativamente as indústrias locais.
Por outro lado, os investimentos chineses também podem abrir novas oportunidades para os investidores brasileiros. A parceria com empresas chinesas pode trazer acesso a novas tecnologias, mercados e canais de distribuição. Além disso, a demanda chinesa por commodities e produtos brasileiros pode impulsionar setores como agricultura, mineração e energia.
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