O petróleo hoje (7) opera em forte queda, com o Brent abaixo de US$ 100 por barril, em meio à renovação das expectativas de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz reduziu parte do prêmio de risco geopolítico que vinha sustentando os preços nas últimas semanas.
Por volta das 9h50, o petróleo Brent caía 4,88%, a US$ 96,33 por barril. Já o WTI recuava 5,21%, a US$ 90,13. O movimento aprofunda as perdas da véspera, quando os dois contratos já haviam despencado mais de 7% com o otimismo em torno de um possível fim do conflito no Oriente Médio.
Petróleo hoje: Acordo no radar
A pressão sobre os preços ganhou força após o Irã afirmar, na quarta-feira (6), que analisava uma proposta de paz dos EUA. Segundo a Reuters, o plano encerraria formalmente a guerra, mas deixaria em aberto pontos centrais para Washington, como a suspensão do programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Também pesaram no mercado reportagens internacionais sobre entendimentos para aliviar o bloqueio americano em troca da reabertura gradual do estreito.
Outro ponto acompanhado pelos investidores é a possibilidade de o Irã transferir seu estoque de urânio enriquecido a 60% para um terceiro país, embora essas informações ainda não tenham sido verificadas de forma independente pela Reuters.
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Ormuz ainda pesa
O Estreito de Ormuz segue como peça central da crise. A passagem marítima é estratégica para o fluxo global de petróleo e gás, e sua reabertura gradual poderia aliviar temores de desabastecimento.
No início da semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pediu que a China intensificasse os esforços diplomáticos para convencer o Irã a liberar a navegação internacional na região.
Ainda assim, o cenário permanece incerto. A expectativa é que as negociações continuem ao menos até a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para a próxima semana. Até lá, o petróleo hoje segue sujeito a forte volatilidade, alternando alívio com manchetes diplomáticas e pressão diante de qualquer sinal de deterioração no Oriente Médio.






