A Vibra (VBBR3) começou o ano de 2026 consolidando sua posição de liderança no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis. No 1TRI26, a companhia apresentou resultados robustos mesmo diante de um cenário internacional marcado pela volatilidade nos preços do petróleo e pela possibilidade de restrição de oferta.
A Vibra registrou Ebitda Ajustado de R$ 3,2 bilhões, volume de vendas de 8.737 mil metros quadradps e margem Ebitda Ajustada de R$ 350 metros.
Além do desempenho financeiro, a empresa destacou avanços operacionais relevantes, como a expansão da rede embandeirada, com a adição de 155 novos postos, e a formalização de mais de 50 novos contratos no segmento B2B. Segundo a companhia, a estratégia de suprimento permitiu garantir competitividade e abastecimento mesmo em um ambiente geopolítico desafiador.
“Atuamos de forma proativa para garantir a plena disponibilidade de produtos ao mercado, honrando integralmente nossos contratos e contribuindo para o abastecimento nacional”, afirmou Ernesto Pousada, CEO da Vibra.
Estratégia de abastecimento fortalece operação
O primeiro trimestre de 2026 foi marcado pela escalada do conflito no Oriente Médio, fator que pressionou os preços internacionais dos derivados de petróleo, principalmente o diesel. Como o Brasil é importador líquido do combustível, o cenário elevou os riscos de escassez e volatilidade no mercado nacional.
Nesse contexto, a Vibra reforçou sua estratégia de importação e ampliou o mix de suprimento para manter o abastecimento da rede e dos clientes corporativos. A empresa destacou que conseguiu atender integralmente contratos com postos e operações B2B, mantendo estabilidade operacional enquanto parte do mercado enfrentava dificuldades.
“O nosso papel vai além da distribuição de combustíveis. Somos parte da infraestrutura que sustenta a atividade econômica do País”, declarou Pousada. O executivo ressaltou ainda que garantir previsibilidade e segurança energética para setores como agronegócio, transporte e aviação faz parte da responsabilidade estratégica da companhia.
Expansão da rede e crescimento no segmento B2B
A Vibra também avançou na ampliação da sua presença no varejo de combustíveis. O movimento de migração de consumidores e revendedores para redes embandeiradas impulsionou o crescimento da companhia, que encerrou o trimestre com 7.514 postos de serviços em operação.
Segundo a empresa, o aumento da conscientização do consumidor em relação à qualidade dos combustíveis e os avanços regulatórios contribuíram para fortalecer o mercado formal. O Volume Médio Mensal da rede cresceu 11%, enquanto as lojas BR Mania registraram expansão de 7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
No segmento B2B, a Vibra formalizou mais de 50 novos contratos no trimestre, com destaque para o crescimento nas vendas de querosene de aviação (QAV). O Ebitda Ajustado da área alcançou R$ 1,5 bilhão, avanço de 63% frente ao 1TRI25.
Solidez financeira e retorno aos acionistas
A companhia encerrou o trimestre com alavancagem de 2,0x, resultado da geração de caixa operacional de R$ 1,9 bilhão e da estratégia de gestão eficiente do capital. O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,49 bilhão, enquanto o retorno sobre capital investido (ROIC) chegou a 18,6%.
Nos últimos 12 meses encerrados em março de 2026, a Vibra entregou retorno total de 108% aos acionistas, considerando valorização das ações e distribuição de proventos, superando os índices Ibovespa e CDI.
A empresa também reforçou sua estratégia de modernização e inovação, incluindo investimentos em tecnologia, inteligência artificial e iniciativas voltadas à eficiência operacional e sustentabilidade.
Inovação em lubrificantes e agenda ESG
Entre os destaques do 1TRI26 está o lançamento da primeira embalagem flexível tipo pouch para lubrificantes no Brasil, desenvolvida pela Lubrax, marca da Vibra. A novidade reduz em aproximadamente 65% o uso de plástico em comparação aos modelos tradicionais e deve gerar economia logística de até 10%.
Na agenda ESG, a companhia informou que reduziu em 18% as emissões consolidadas de escopos 1 e 2, superando a meta inicial de 8% prevista para 2025. A Vibra também foi reconhecida pelo quarto ano consecutivo como “Industry ESG Leader” pela Morningstar Sustainalytics.
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