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Petrobras avalia reajustes nos preços da gasolina e do diesel após eleição

Petrobras avalia reajustes nos preços da gasolina e do diesel após eleição

Conselho cobra planos de aumento diante da defasagem dos combustíveis em relação ao mercado internacional

A Petrobras (PETR4) solicitou planos para reajustar os preços da gasolina e do diesel nas refinarias. O pedido foi feito pelo conselho de administração na primeira reunião após a eleição, realizada na segunda-feira (26), diante da diferença entre os valores praticados no Brasil e as referências internacionais.

Segundo a Brazil Journal, os subsídios adotados desde o início da guerra no Irã não têm sido suficientes para alinhar os preços à política de precificação da companhia.

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do diesel em relação à paridade internacional chegou a 127%, enquanto a da gasolina atingiu 32%. A desvalorização do real após a eleição também contribuiu para ampliar a diferença.

Fontes ouvidas pela publicação avaliam que os preços precisam ser corrigidos, mas alertam para os impactos econômicos de um reajuste abrupto. A decisão final caberá à diretoria executiva da Petrobras.

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Subsídios reduzem, mas não eliminam a defasagem

O governo renovou por mais 30 dias o subsídio de R$ 2,12 por litro de diesel, além de um benefício de R$ 1,40 por litro para importações. A gasolina continua contando com uma isenção tributária de R$ 0,89 por litro.

Mesmo com essas medidas, estimativas dos analistas Vicente Falanga, do Bradesco BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos, indicam que a Petrobras vende gasolina e diesel com descontos de aproximadamente 22% e 11%, respectivamente, em relação ao Preço de Paridade de Exportação (PPE), já considerando os subsídios.

Para os analistas, a manutenção dos preços internacionais em patamares elevados, impulsionada pelas tensões geopolíticas, tende a aumentar a pressão por reajustes. Uma eventual correção poderá contribuir para melhorar as margens da companhia, embora o ritmo dos aumentos dependa das decisões da diretoria e da avaliação dos impactos sobre a economia brasileira.