O setor de parques e atrações turísticas no Brasil voltou a mostrar força em 2025. De acordo com a quarta edição do Panorama Setorial – Parques, Atrações Turísticas e Entretenimento no Brasil, os empreendimentos brasileiros somam R$ 11,5 bilhões em investimentos programados, considerando novos projetos e reinvestimentos em operações já existentes. O estudo foi apresentado durante o 7º SINDEPAT Summit, no Rio de Janeiro.
Produzido pela Noctua e idealizado pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e pela Associação Brasileira de Parques e Atrações (Adibra), o levantamento aponta que 143 milhões de visitantes passaram por parques e atrações brasileiros em 2025. O número representa crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior.
O faturamento também avançou. Segundo o Panorama, o setor movimentou R$ 9,5 bilhões, alta de 12,8% na comparação com 2024. Ao todo, foram mapeados 869 empreendimentos, entre parques temáticos, aquáticos, naturais, atrações turísticas e centros de entretenimento familiar.
Novos projetos movimentam R$ 7,1 bilhões
Entre os investimentos previstos, R$ 7,1 bilhões estão ligados a 70 novos projetos identificados pelo estudo. Outros R$ 4,4 bilhões correspondem a reinvestimentos em estabelecimentos já em operação.
A maior parte dos novos empreendimentos está concentrada em parques aquáticos, que representam 28,6% da pipeline, e em parques temáticos e de diversão, com 24,3%. Juntos, esses dois segmentos respondem por mais da metade dos investimentos previstos.
Geograficamente, os aportes aparecem com mais força nas regiões Sul, com 43,9%, e Sudeste, com 35,1%. Ainda assim, há projetos distribuídos por todas as regiões do país, em 17 estados e 41 cidades. Do total, 31% têm abertura prevista para este ano, enquanto 77% já contam com funding equacionado, em sua maioria por capital próprio.
Impacto vai além do entretenimento
Para o presidente do Conselho do Sindepat, Pablo Morbis, os dados mostram um setor resiliente, mesmo diante de um ambiente econômico difícil.
“Os números do Panorama mostram um setor que continua crescendo, investindo e acreditando no potencial do turismo brasileiro, mesmo em um ambiente econômico bastante desafiador, com juros elevados, aumento de custos e pressão sobre o consumo das famílias”, afirma.
Morbis destaca ainda que os investimentos em parques têm reflexos diretos na economia local. “Quando um parque ou atração investe, o impacto vai muito além do entretenimento. Estamos falando de geração de empregos, qualificação profissional, distribuição de renda e fortalecimento da cadeia do turismo como um todo”, completa.
Empregos e inovação impulsionam o setor
O Panorama também aponta que parques e atrações respondem por mais de 202 mil empregos diretos, indiretos e terceirizados, número 6% superior ao registrado em 2024. Nos novos projetos, a estimativa é de criação de mais de 15 mil empregos diretos.
Para o presidente da Adibra, Paulo Kenzo, reinvestir faz parte da dinâmica do setor. “Os reinvestimentos são constantes na nossa atividade econômica. Eles vão muito além da manutenção e da segurança, essenciais em nosso setor”, afirma. “É parte da nossa rotina buscar novas atrações e melhorias na experiência do visitante. Nosso setor tem a inovação e a criatividade em seu DNA”, acrescenta.
Com crescimento em público, faturamento e empregos, o setor de parques e atrações reforça seu papel como motor do turismo brasileiro e como indutor de desenvolvimento em destinos de diferentes portes pelo país.
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