A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) confirmou as expectativas de decidiu nesta quarta-feira (5) fazer um corte de 2 milhões de barris de óleo por dia (bpd) na oferta global de petróleo. O corte na produção fez o preço do barril subir.
O Brent, negociado na bolsa de valores de Londres, sobe, por volta das 12 horas, horário de Brasília, 1,66%, sendo vendido a US$ 93,31. Já o barril WTI registra elevação de 1,46%, sendo negociado a US$ 87,87.
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O corte é uma forma que o cartel dos países exportadores encontrou para elevar os preços, que vinham em queda há algumas semanas. Segundo dados do CNBC, o petróleo já vinha em uma trajetória de queda desde junho, após ter atingido o pico de US$ 120 com a guerra na Ucrânia.
Esse corte ocorre em meio aos temores sobre a chegada de uma recessão global, quando os bancos centrais de todo o mundo têm elevado suas taxas de juros para conter a inflação.
Opep+: corte ocorrerá a partir da produção de novembro
A Opep+ informou que o corte na produção deverá ser efetivado na produção de novembro. O mercado de energia estimava que o corte deveria ser de, no mínimo, 500 mil bpd. Porém, pressões por parte da Arábia Saudita e da Rússia, fizeram com que o bloco decidisse pela estimativa máxima, que era de 2 milhões bpd. Para ter a magnitude desse corte, é praticamente o equivalente ao que o Brasil produz por dia.
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Agora, como movimento contrário, os Estados Unidos deverão colocar no mercado parte de sua reserva estratégica de petróleo para conter um possível aumento de preços dos combustíveis, que deverão vir na esteira da decisão da Opep+.
Rohan Reddy, diretor de pesquisa da Global X ETFs, disse à CNBC, que o corte na produção é considerado inapropriado e pode fazer com que o barril volte ao patamar dos US$ 100 em meio a um cenário de incerteza global – supondo que não ocorra uma nova escalada da covid-19 e que o Federal Reserve (FED) não seja tão agressivo nas próximas reuniões sobre a taxa de juros dos EUA.
Decisão decepciona EUA
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse ter ficado decepcionado com a decisão da Opep+. De acordo com o mandatário norte-americano, o corte da oferta terá impacto negativo em países considerados de baixa renda.
Para novembro, ele adiantou que seu país fará uma liberação de 10 milhões de barris de sua reserva estratégica para minimizar os impactos. E continuará a liberar reservas de acordo com a necessidade.
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