O Federal Reserve (Fed) terá um novo presidente a partir de sexta-feira (22). Sai Jerome Powell e entra Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Hoje com 56 anos, Warsh é economista e jurista norte-americano, que atuou como membro do Conselho de Governadores do próprio Fed de 2006 a 2011. Em 30 de janeiro, foi indicado pelo presidente dos Estados Unidos para presidir o banco central norte-americano.
Antes do atual, em 2006, foi indicado pelo então presidente George W. Bush, para o Conselho de Governadores, tornando-se o mais jovem membro da história da instituição, aos 35 anos.
Os desafios de Kevin Warsh
Agora, o novo presidente do Fed terá novos desafios. A principal delas é sobre a taxa de juros dos EUA. Trump quer que a autoridade monetária reduza os juros, algo que aconteceu três vezes em 2025. Mas a guerra no Irã, com o choque do petróleo – com o barril acima dos US$ 100 – trouxe complicadores para a trajetória monetária.
Os mercados esperam que o trabalho do novo presidente do Fed consiga ser bem-sucedido na luta contra a inflação e em trazê-la de volta ao nível de 2%. Algo que Powell não conseguiu ao longo de cinco anos como presidente da instituição norte-americana.
Na última reunião do Fomc – o comitê de política monetária dos EUA – sob o comando de Powell, a taxa de juros do país foi mantida inalterada no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme amplamente esperado pelo mercado. Foi a terceira vez em 2026 que a autoridade monetária opta por não alterar os juros, reforçando uma postura cautelosa diante do atual cenário econômico.
A decisão, no entanto, não foi unânime. Um dos membros do comitê, Stephen Miran, indicado pelo presidente Donald Trump, votou a favor de um corte de 25 pontos-base, evidenciando divergências internas sobre a condução da política monetária.
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