O presidente dos Estados Unidos Joe Biden cumpriu na terça-feira (26) uma agenda no mínimo atípica. Esteve presente ao movimento grevista em Michigan e até discursou aos participantes, em uma ação inédita para presidentes ainda no exercício do cargo.
A greve envolve trabalhadores de empresas como GM, Ford e Stellantis. O segmento movimenta cerca de US$ 1 trilhão por ano na economia do país, representando uma fatia de 5% do Produto Interno Bruto (PIB).
De boné e megafone nas mãos, Biden conclamou os trabalhadores da United Auto Workers (UAW), que atuam na indústria automobilística norte-americana. De acordo com matéria do Valor Econômico, o presidente norte-americano falou que eles mereceriam um “aumento salarial digno”, segundo informações do Valor Econômico.
Além disso, em seu discurso, Biden enfatizou que os trabalhadores desse setor tiveram um papel crucial na crise financeira de 2008, quando os fabricantes de automóveis foram impactados de forma severa – inclusive com uma espécie de estatização, por parte do governo, para evitar a quebra de algumas das maiores montadoras do pais, como a GM.
Joe Biden havia participado de piquetes em 2020
O presidente Joe Biden havia participado de piquetes de trabalhadores da indústria em 2020, mas na época ainda era candidato do Partido Democrata nas eleições presidenciais. Isto ocorreu durante movimento de trabalhadores de cassinos em Las Vegas e da indústria de carros em Kansas City.
A greve dos trabalhadores de Michigan segue há pelo menos 12 dias. Um dos pedidos deles é que consigam um aumento de salário de pelo menos 40%. O presidente da UAW, Shawn Fain, agradeceu a presença do presidente.
Para encerrar, Joe Biden ainda fez uma ataque velado ao centro financeiro do país, ao dizer que “não foi Wall Street que construiu este país”.






