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IPP: preços ao produtor sobem 0,45% em maio

IPP: preços ao produtor sobem 0,45% em maio

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) apresentou um aumento de 0,45% em maio, de acordo com o IBGE; saiba mais

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que engloba os preços da indústria extrativa e de transformação, apresentou um aumento de 0,45% em maio, desacelerando em relação ao avanço de 0,67% registrado em abril, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em comunicado nesta quinta-feira (27).

Na comparação mencionada, 15 das 24 atividades industriais registraram aumentos nos preços. No acumulado do ano, o IPP apresentou alta de 1,37%, ao passo que nos últimos 12 meses o índice ficou em 0,17%. Em maio de 2023, o IPP havia registrado uma deflação de -2,88%.

PeríodoTaxa
Maio de 20240,45%
Abril de 20240,67%
Maio de 2023-2,88%
Acumulado no ano1,37%
Acumulado em 12 meses0,17%
Fonte: IBGE

Variação Mensal

Fonte: IBGE

Quinze das 24 atividades industriais investigadas na pesquisa apresentaram variações positivas de preço em relação ao mês anterior. Em comparação, em abril, 21 atividades tinham registrado aumento nos preços médios em relação ao mês anterior, com o indicador também apresentando variação positiva para a indústria em geral.

As quatro variações mais intensas foram observadas nas seguintes áreas: indústrias extrativas (-4,98%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,91%); alimentos (1,88%); e vestuário (1,76%).

IPP: alta impulsionada pelo setor de alimentos

No resultado agregado, o setor de alimentos foi o de maior destaque em comparação com abril, contribuindo com 0,45 ponto percentual (p.p.) para a variação de 0,45% na indústria geral. Outras atividades que também se destacaram foram as indústrias extrativas, com -0,25 p.p. de influência, seguidas pela metalurgia (0,09 p.p.) e papel e celulose (0,06 p.p.).

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No acumulado do ano, que compara os preços do mês atual com dezembro do ano anterior, o índice registrou uma variação de 1,37%. Em 2023, a taxa acumulada até maio tinha sido de -3,84%. Este valor é o quarto mais baixo já registrado para um mês de maio desde o início da série histórica em 2014.

Em maio de 2024, destacaram-se no acumulado do ano as seguintes atividades industriais: papel e celulose (9,73%), metalurgia (7,45%), farmacêutica (6,85%) e calçados e produtos de couro (5,85%). Na composição do resultado agregado da indústria, considerando esse mesmo indicador (acumulado no ano), as principais influências foram observadas em metalurgia (0,43 p.p.), papel e celulose (0,29 p.p.), refino de petróleo e biocombustíveis (-0,23 p.p.) e outros produtos químicos (0,18 p.p.).

No acumulado em 12 meses até maio, o índice foi de 0,17%. No mês anterior, essa taxa havia sido de -3,15%. Os setores que mais variaram os preços na comparação de maio com o mesmo mês do ano anterior foram impressão (7,08%), papel e celulose (7,04%), vestuário (6,74%) e calçados e produtos de couro (4,81%). Os setores que mais influenciaram o resultado agregado dessa mesma comparação foram alimentos (-0,24 p.p.), papel e celulose (0,22 p.p.), outros produtos químicos (-0,16 p.p.) e vestuário (0,11 p.p.).

Maiores influências no índice mensal

Dos quatro produtos que mais influenciaram o índice mensal, três pertencem ao grupo de metais não ferrosos e apresentaram resultados positivos, alinhando-se ao desempenho positivo do setor: “chapas e tiras de alumínio, com espessura superior a 0,2mm”, “alumínio não ligado em formas brutas” e “barras, perfis e vergalhões de cobre e suas ligas”.

O único produto que se destacou na direção oposta, com impacto negativo, pertence ao grupo de siderurgia: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono”. Esses quatro produtos principais influenciaram o resultado da atividade em 0,77 ponto percentual (p.p.), enquanto os outros 20 produtos analisados contribuíram com 0,74 p.p.

O grupo de metais não ferrosos, que dominou o desempenho do mês, também desempenha um papel importante na explicação dos resultados de longo prazo. Suas variações estão frequentemente ligadas às flutuações das bolsas internacionais e têm sido especialmente impactadas pelas variações nos preços do alumínio, ouro e recentemente pelo aumento do cobre.

Além disso, é importante destacar o papel da taxa de câmbio na explicação dos resultados do setor: em maio, o dólar teve uma leve variação de 0,1% em relação ao real, acumulando um aumento de 4,8% ao longo de 2024 e de 3,0% nos últimos 12 meses.

Produtos com maior influência: mensal

Grandes categorias econômicas

Em maio de 2024, a variação de preços entre as grandes categorias econômicas foi a seguinte: bens de capital (BK) aumentaram 0,07%; bens intermediários (BI) registraram uma queda de -0,20%; e bens de consumo (BC) apresentaram um aumento de 1,50%. Dentro da categoria de bens de consumo, os bens de consumo duráveis (BCD) variaram 0,01%, enquanto os bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) aumentaram 1,81%.

Neste contexto, a principal influência foi exercida pelos bens de consumo, que representam 37,23% do índice geral e contribuíram com 0,55 ponto percentual (p.p.) para a variação de 0,45% nas indústrias extrativas e de transformação. Completando a lista, bens intermediários tiveram uma influência de -0,11 p.p. e bens de capital contribuíram com 0,01 p.p.

No caso de bens de consumo, a influência observada em maio se divide em 0,00 p.p. devido à variação nos preços dos bens de consumo duráveis e 0,55 p.p. associados à variação nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Influência mensal (p.p)

Fonte: IBGE

No acumulado do ano, os preços dos bens apresentaram as seguintes variações: bens de capital variaram 1,20%; bens intermediários, 0,17%; e bens de consumo, 3,25% – sendo que bens de consumo duráveis acumularam variação de 1,08%, enquanto bens de consumo semiduráveis e não duráveis aumentaram 3,70%.

Em termos de influência no resultado acumulado do ano, os bens de capital contribuíram com 0,09 ponto percentual (p.p.) dos 1,37% verificados na indústria geral até maio deste ano. Os bens intermediários também contribuíram com 0,09 p.p., enquanto os bens de consumo exerceram uma influência de 1,19 p.p. no resultado agregado da indústria, divididos em 0,07 p.p. devido às variações nos preços dos bens de consumo duráveis e 1,12 p.p. causados pelas variações nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Influência acumulada no ano (p.p)

Fonte: IBGE

No acumulado em 12 meses até maio de 2024, os preços dos bens de capital variaram -0,25%. Os preços dos bens intermediários variaram -0,59%, enquanto os bens de consumo aumentaram 1,39%, com os bens de consumo duráveis apresentando uma variação de 1,69% e os bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 1,33%.

Influência Acum. nos Últimos 12 Meses (p.p.)

Fonte: IBGE

No que diz respeito às influências no resultado agregado, com peso de 37,23% no cálculo do índice geral, os bens de consumo foram responsáveis por 0,51 p.p. dos 0,17% de variação acumulada em 12 meses na indústria até este mês de referência. Em maio de 2024, houve ainda uma influência de -0,02 p.p. dos bens de capital e -0,33 p.p. dos bens intermediários.

O desempenho dos bens de consumo, em particular, foi influenciado por 0,10 p.p. pelos bens de consumo duráveis e por 0,41 p.p. pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis, estes últimos com peso de 83,34% no cálculo do índice desta grande categoria.

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O que é o IPP?

O IPP acompanha a variação média dos preços de venda recebidos pelos produtores nacionais de bens e serviços, refletindo as tendências inflacionárias de curto prazo no país. A pesquisa envolve mais de 2.100 empresas e coleta os preços recebidos pelos produtores, sem incluir impostos, tarifas ou fretes, conforme as práticas comerciais comuns. Cerca de 6 mil preços são coletados mensalmente, fornecendo uma visão abrangente das mudanças nos preços industriais no Brasil.

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