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IPCA-15 fica em 0,33% em setembro; no ano, acumula 3,74%

IPCA-15 fica em 0,33% em setembro; no ano, acumula 3,74%

O IPCA-15, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, considerado prévia da inflação, ficou em 0,35% em setembro, sendo 0,07 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em agosto, que havia sido de 0,28%. A maior variação (de 2,02%) e o maior impacto (0,41 p.p.) vieram de Transportes, devido, principalmente, à […]

O IPCA-15, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, considerado prévia da inflação, ficou em 0,35% em setembro, sendo 0,07 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em agosto, que havia sido de 0,28%.

A maior variação (de 2,02%) e o maior impacto (0,41 p.p.) vieram de Transportes, devido, principalmente, à alta de 5,18% na gasolina. O IPCA-E, que se constitui no IPCA-15 acumulado trimestralmente – entre os meses de julho, agosto e setembro – registrou em 0,56%, acima da taxa de -0,97% registrada em igual período de 2022.

Em 12 meses, o IPCA-15 acumulado foi de 5,00%, acima dos 4,24% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2022, a taxa foi de -0,37%.

IPCA-15: seis dos nove grupos tiveram alta

De acordo com a pesquisa, seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em setembro. O grupo Habitação (0,30% e 0,05 p.p.) desacelerou em relação ao mês anterior (1,08%). No lado das quedas, o destaque ficou com Alimentação e bebidas (-0,77%), que contribuiu com -0,16 p.p.

No grupo de Transportes, a gasolina subiu 5,18% e este foi o subitem com o maior impacto individual no índice do mês (0,25 p.p.). Quanto aos demais combustíveis (com alta de 4,85%), óleo diesel (elevação de 17,93%) e gás veicular (variação positiva de 0,05%) tiveram alta, enquanto o etanol (-1,41%) registrou queda nos preços.

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Ainda em Transportes, a alta do táxi (+0,19%) deve-se ao reajuste de 20,19% nas tarifas a partir do dia 24 de julho em Fortaleza. Em ônibus intermunicipal, houve reajuste de 12,90% em Salvador (8,08%), a partir de 10 de agosto e de 6,00% em Porto Alegre (1,09%), a partir de 1º de agosto.

Habitação tem elevações em energia, água e esgoto

Enquanto isso, no grupo Habitação (0,30%), destaca-se a alta da energia elétrica residencial (0,66%), influenciada pelo reajuste de 9,40% em Belém (8,81%), a partir de 15 de agosto. A alta da taxa de água e esgoto (0,12%) decorre do reajuste de 5,02% em Brasília (2,76%), a partir de 1º de agosto.

Por sua vez, a queda em gás encanado (-0,46%) decorre de reduções tarifárias em duas áreas de abrangência: em Curitiba (-1,47%), redução de 2,23%, a partir de 4 de agosto; e no Rio de Janeiro (-0,84%), redução média de 1,70%.

Em Saúde e cuidados pessoais (0,17%), o destaque foi a alta no item plano de saúde (0,71%), decorrente dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, com vigência retroativa a partir de julho. Desse modo, no IPCA-15 de setembro foram apropriadas as frações mensais dos planos antigos relativas aos meses de julho, agosto e setembro.

A queda do grupo Alimentação e bebidas (-0,77%) foi influenciada novamente pela deflação nos preços da alimentação no domicílio (-1,25%), à exemplo dos três meses anteriores. Destacam-se as quedas da batata-inglesa (-10,51%), da cebola (-9,51%), do feijão-carioca (-8,13%), do leite longa vida (-3,45%), das carnes (-2,73%) e do frango em pedaços (-1,99%). No lado das altas, o arroz (2,45%) e as frutas (0,40%) subiram de preço, com destaque para o limão (32,20%) e para a banana-d’água (4,36%).

A alimentação fora do domicílio (0,46%) acelerou em relação ao resultado do mês anterior (0,22%). Foram registradas altas no lanche (0,74%) e na refeição (0,35%). Em agosto, as variações desses subitens haviam sido de 0,14% e 0,35%, respectivamente.

Quanto aos índices regionais do IPCA-15, somente uma área apresentou variação negativa em setembro. A menor variação ocorreu em Salvador (-0,03%), cujo resultado foi influenciado pela queda nos preços da cebola (-16,60%) e das carnes (-3,95%). Já a maior variação foi registrada em Belém (1,00%), por conta da alta da energia elétrica residencial (8,81%) e da gasolina (6,51%).

Tá, e aí?Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, avaliou que os dados do IPCA-15 vieram exatamente em linha com o esperado e um pouco abaixo do consenso, que era de 0,38%, e não observou nenhum grande destaque.

Porém, disse que o setor de alimentação continua sua trajetória de queda – sendo uma boa notícia dentro do quatro inflacionário. Por outro lado, as passagens aéreas vieram acima do esperado, sinalizando alguma pressão de custos nesse setor.

Já Serviços veio estabilizado ao redor de 4%, o que é considerado um bom indicador, uma vez que em leituras anteriores chegaram a ser observadas variações acima de 6% e 7%.

“Então nessas médias mais subjacentes, menos voláteis, tem uma melhora. Por enquanto acima da meta, que é de 3%. Mas um patamar de 4% é uma bela melhora em relação ao que já observamos”, avaliou ele.