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IGP-10 desacelera para 1,14% em dezembro

IGP-10 desacelera para 1,14% em dezembro

Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,14% em dezembro, desacelerando em relação à alta de 1,45% registrada no mês anterior. De janeiro a dezembro de 2024, o índice acumulou elevação de 6,61%. Em dezembro de 2023, o IGP-10 havia registrado a variação mensal de 0,62%, porém acumulava uma queda de 3,56% no período de 12 meses. A divulgação foi feita nesta sexta-feira (13) pela FGV.

“Todos os índices componentes do IGP registraram desaceleração no mês de dezembro. Nos preços ao produtor, as principais commodities geram menor pressão de preços, com destaque para bovinos e milho em grão, que iniciaram um movimento de reversão das altas ocorridas nos últimos meses. Os preços ao consumidor ainda estão sendo impactados pela energia elétrica residencial, que teve a adoção de bandeira tarifária menor em relação ao mês anterior. Nos custos da construção, materiais, equipamentos e serviços influenciaram a ligeira desaceleração do índice em dezembro”, destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

IGP-10 e subíndices

O IGP-10 é formado por três subíndices: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), na proporção de 60%, 30% e 10%, respectivamente.

Em dezembro, o IPA registrou alta de 1,54%, porém com intensidade menor que à taxa de 1,88% observado no mês anterior. Ao analisar os estágios de processamento com mais detalhe, os preços dos Bens Finais apresentaram variação de 1,29% no mês, um aumento em comparação com a taxa de 1,14% registrada em novembro. Esse movimento foi impulsionado principalmente pelo subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,17% para 4,03%. Já o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura combustíveis para o consumo, subiu 1,73% em dezembro, após alta de 1,37% no mês anterior.

No grupo de Bens Intermediários, a taxa avançou de 0,01% em novembro para 0,57% em dezembro. Esse comportamento foi impulsionado pelo aumento nos preços do subgrupo de materiais e componentes para a manufatura, que passou de -0,01% para 0,71%. Excluindo-se o impacto do subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, o índice de Bens Intermediários (ex) registrou aumento de 0,66% em dezembro, superior à taxa de 0,11% observada no mês anterior.

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A taxa do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 4,69% em novembro para 2,81% em dezembro. As principais contribuições para a desaceleração desse grupo partiram dos seguintes itens: minério de ferro (7,58% para 2,22%), bovinos (15,20% para 7,22%) e soja em grão (4,02% para 1,08%). Em sentido oposto, os movimentos mais relevantes ocorreram nos seguintes itens: café em grão (2,05% para 21,84%), suínos (3,69% para 7,93%) e cacau (-0,73% para 8,78%). 

O IPC caiu 0,02% em dezembro. Em novembro, o índice subira 0,23%. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Habitação (0,04% para -1,57%), Vestuário (0,26% para -0,26%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,26% para 0,11%) e Comunicação (0,08% para 0,06%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: tarifa de eletricidade residencial (-0,17% para -6,78%), calçados (0,49% para -0,97%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,06% para -0,69%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,24% para 0,00%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,74% para 1,12%), Despesas Diversas (0,21% para 1,02%), Educação, Leitura e Recreação (-0,27% para -0,09%) e Transportes (0,17% para 0,23%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: carnes bovinas (5,22% para 6,73%), cigarros (1,18% para 8,25%), passagem aérea (-2,87% para -1,04%) e tarifa de táxi (0,00% para 4,11%).

Por fim, o INCC apresentou alta de 0,42%, ligeiramente inferior à taxa de 0,58% registrada em novembro. Analisando os componentes do INCC, observam-se variações entre os grupos. Em dezembro, o grupo Materiais e Equipamentos registrou taxa de 0,46%, ante alta de 0,58% observada no mês anterior. Enquanto o grupo Serviços apresentou queda acentuada, passando de um crescimento 0,32% em novembro para -0,24% em dezembro. Já a Mão de Obra obteve uma desaceleração, passando de 0,62% em novembro para 0,48% em dezembro.

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