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Governo central tem superávit de R$ 1,1 bi em março

Governo central tem superávit de R$ 1,1 bi em março

O governo central teve um superávit primário de R$ 1,1 bi em março, enquanto no mesmo mês de 2024 foi observado um déficit de R$ 1,0 bi

O governo central apresentou um superávit primário de R$ 1,1 bilhão em março deste ano, enquanto no mesmo mês do ano anterior foi observado um déficit de R$ 1,0 bilhão. O resultado do mês foi melhor do que a mediana das expectativas da pesquisa Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontava para um déficit de R$ 3,5 bilhões. Os dados do Resultado do Tesouro Nacional (RTN) foram divulgados nesta terça-feira (29).

De acordo com o relatório, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 24,0 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 23,0 bilhões. Comparado a março do ano passado, o resultado primário observado decorreu da combinação de um acréscimo real da receita líquida de 0,8% (R$ 1,4 bilhão) e de um decréscimo das despesas totais de 0,5% (R$ 808,4 milhões).

O crescimento real da receita líquida em março de 2025 foi explicado, em grande medida, pelo desempenho das Receitas Administradas pela Receita Federal, que registraram um aumento real de 5,6% (+R$ 7,2 bilhões), segundo informou o Tesouro Nacional.

Governo central tem superávit de R$ 54,5 bi no primeiro trimestre

Considerando o acumulado do primeiro trimestre de 2025, o resultado do governo central atingiu um superávit primário de R$ 54,5 bilhões, frente a um superávit de R$ 20,2 bilhões no mesmo período de 2024. O resultado deste ano decorreu de um superávit de R$ 120,0 bilhões do Tesouro Nacional e do BC e um déficit de R$ 65,5 bilhões na Previdência Social (RGPS). Em termos reais, no acumulado até março, a receita líquida registrou um aumento de 2,7% (+R$ 15,3 bilhões), enquanto a despesa foi reduzida em 3,4% (-R$ 18,7 bilhões).

“A expansão real da receita líquida acumulada no trimestre deveu-se, preponderantemente, aos aumentos reais das Receitas Administradas pela RFB (+4,4% ou +R$ 20,8 bilhões) e da Arrecadação Líquida para o RGPS (+2,7% ou +R$ 4,3 bilhões)”, diz trecho do relatório.

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Especificamente sobre as Receitas Administradas, as principais contribuições para o resultado do período provieram das rubricas: Imposto de Importação (+R$ 6,5 bilhões); Outras Receitas Administradas (+R$ 5,7 bilhões); Imposto sobre a Renda (+R$ 3,7 bilhões), que decorreu, principalmente, de um acréscimo de R$ 4,0 bilhões do Imposto de Renda da Pessoa Física, item no qual foram observadas variações positivas relevantes nos Rendimentos do Trabalho (+R$ 6,8 bilhões) e de Residentes no Exterior (+R$ 4,2 bilhões), que foram parcialmente compensadas pelo decréscimo nos Rendimentos do Capital (-R$ 7,5 bilhões), segundo informo o relatório.