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Galípolo diz que Banco Central está confortável com meta de inflação de 3%

Galípolo diz que Banco Central está confortável com meta de inflação de 3%

Gabriel Galípolo também reiterou que a comunicação emitida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na sua última reunião permanece vigente

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (29) que a autoridade monetária não vê qualquer desconforto com a atual meta de inflação fixada em 3% para 2025. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa realizada para apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), referente ao segundo semestre de 2024.

“A gente não tem nenhum tipo de desconforto com a meta de 3%. Acho que o Banco Central está fazendo seu caminho para perseguir a meta de 3%”, afirmou Galípolo, acrescentando que o Brasil não é um “outlier” — ou seja, um ponto fora da curva — em relação às metas inflacionárias adotadas por outros países.

Para o ano de 2025, a meta de inflação determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o objetivo será considerado cumprido se o índice oficial de inflação (IPCA) ficar entre 1,5% e 4,5%.

Gabriel Galípolo reitera visão da última comunicação do Copom

Galípolo também reiterou que a comunicação emitida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na sua última reunião permanece vigente e bem compreendida pelo mercado. “Na visão do comitê e de todos os diretores, a comunicação que foi emitida a partir da última reunião, tanto comunicado quanto ata, passou muito bem por 40 dias e segue vigente”, disse. O comitê volta a se reunir no próximo dia 7 de maio para mais uma rodada de discussões sobre a taxa Selic.

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Segundo o presidente do BC, há três pontos fundamentais que justificam a postura atual da política monetária: uma dinâmica inflacionária considerada ainda desafiadora, os efeitos defasados das decisões anteriores de juros — conhecidos como “lags” —, e o ambiente de incerteza global, que demanda maior cautela e flexibilidade por parte da autoridade monetária.