O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aprovou a indicação de Frederico de Siqueira Filho, atual presidente da Telebras, para comandar o Ministério das Comunicações. A escolha foi articulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a recusa do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA) ao convite para assumir a pasta.
A nomeação de Siqueira é uma mudança de estratégia dentro do União Brasil, partido que desde o início do atual governo oscila entre o apoio e a independência em relação ao Planalto.
O novo ministro não é filiado à legenda e tem perfil técnico — o que, segundo aliados do governo, pode facilitar o diálogo político e reduzir tensões internas.
Perfil técnico e apoio político
Frederico de Siqueira Filho já passou pela Oi (OIBR3) e é considerado próximo ao senador Efraim Filho (União-PB), além de contar com o respaldo do presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
A aposta em um nome técnico, em vez de um político de carreira, teria sido uma decisão deliberada de Alcolumbre para evitar desgastes dentro da bancada da sigla na Câmara dos Deputados.
Com a aproximação do calendário eleitoral, a escolha também leva em conta a legislação que exige a desincompatibilização de cargos públicos até abril de 2026 para quem pretende se candidatar. Como Siqueira não planeja disputar cargos eletivos, sua permanência à frente da pasta não esbarra em restrições legais.
Crise de identidade no União Brasil
A nova indicação ocorre em meio a uma crise de identidade do União Brasil, partido formado a partir da fusão entre DEM e PSL — duas siglas de perfil conservador que deram sustentação ao bolsonarismo. Apesar de ocupar ministérios no governo Lula, a bancada mantém um comportamento independente no Congresso, votando de acordo com interesses específicos e mantendo distanciamento do Planalto em diversas pautas.
Internamente, parlamentares do partido avaliam que a escolha de Siqueira não altera o alinhamento da legenda com o governo. Eles afirmam que a articulação política atual está desgastada e que a atuação da bancada seguirá pautada pelo que for considerado “melhor para o país”.
Bastidores da troca
A indicação de Pedro Lucas Fernandes havia sido inicialmente encabeçada por Alcolumbre, mas enfrentou resistência entre os deputados da sigla, que temiam instabilidades na liderança da bancada. Com a decisão de Pedro Lucas de permanecer como líder na Câmara, a alternativa técnica ganhou força. Alcolumbre levou pessoalmente o nome de Siqueira ao presidente Lula durante uma reunião nesta quarta-feira (23).
A substituição de Juscelino Filho na pasta ocorre após o ex-ministro ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob suspeita de corrupção. Ele nega as acusações, mas deixou o cargo em meio à pressão política e à necessidade de reorganização na Esplanada.
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