O presidente da França, Emmanuel Macron, reafirmou sua permanência no Palácio do Eliseu mesmo diante da crise política mais grave de seus sete anos de governo. Um dia após a destituição do primeiro-ministro Michel Barnier, que perdeu uma moção de censura impulsionada por deputados da extrema direita e da esquerda radical, Macron fez um pronunciamento televisionado nesta quinta-feira (5). Ele descartou qualquer possibilidade de renúncia e anunciou que indicará um novo primeiro-ministro “nos próximos dias”.
Macron acusou uma “frente antirrepublicana” de estar por trás da queda de Barnier e afirmou que o próximo premiê deverá formar um governo que reúna forças políticas comprometidas com a governabilidade. “O mandato que me foi confiado democraticamente é de cinco anos, e eu o cumprirei integralmente até 2027”, declarou o presidente.
A crise foi precipitada pela rejeição ao orçamento de 2025, proposto por Barnier, que incluía medidas de austeridade para estabilizar as finanças públicas. A paralisação do plano financeiro levou à renovação automática do orçamento atual, agravando a instabilidade política.
Impasses e incertezas
A substituição de Barnier ainda é cercada de dúvidas quanto à orientação política do futuro chefe de governo. Entre os possíveis nomes para o cargo estão o ministro da Defesa, Sebastien Lecornu, e o ex-premiê socialista Bernard Cazeneuve. Contudo, o Parlamento continua dividido entre esquerda, centro-direita e extrema direita, dificultando a formação de um governo de coalizão estável.
Enquanto socialistas e ecologistas sinalizam disposição para dialogar com os centristas, a extrema direita, que desempenhou papel decisivo na censura a Barnier, afirmou que permitirá ao futuro premiê “reconstruir um orçamento aceitável para todos”.
A incerteza ocorre às vésperas da reabertura da catedral de Notre-Dame, neste sábado (7), após sua restauração completa. Macron vai participar da cerimônia, que reunirá líderes internacionais, incluindo o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Apesar dos desafios, Macron se comprometeu a superar a crise e destacou a importância de uma liderança firme para proteger a estabilidade democrática da França.
Você leu sobre França e Macron. Para investir melhor, consulte os e-books, ferramentas e simuladores gratuitos do EuQueroInvestir! Aproveite e siga nosso canal no Whatsapp!