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FGV: Indicador de Incerteza da Economia sobe pelo 4º mês seguido

FGV: Indicador de Incerteza da Economia sobe pelo 4º mês seguido

Discussões sobre a política econômica e a indefinição sobre o novo arcabouço fiscal fizeram com que o índice subisse.

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) subiu 0,6 ponto em janeiro, para 113,3 pontos, de acordo com dados divulgados pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro da Economia da Fundação Getúlio Vargsa) nesta terça-feira (31). Foi a quarta alta seguida do índice.

Segundo a economista Anna Carolina Gouveia, do FGV Ibre, a alta foi impulsionada pelas discussões de política econômica do novo governo, especialmente em relação às discussões sobre o novo arcabouço fiscal.

“O indicador inicia o ano em patamar elevado de incerteza e não dá sinais de convergência para níveis mais confortáveis no curto prazo”, afirma Gouveia.

O componente de Mídia subiu 3,7 pontos, para 113,8 pontos, maior nível desde agosto de 2022 (115,1 pts.) e contribuiu positivamente em 3,2 pontos para o índice agregado.

Em sentido contrário, o componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, caiu 11,9 pontos, para 106,0 pontos, menor nível desde novembro de 2022 (105,1 pts.), com contribuição negativa de 2,6 pontos para a evolução na margem do índice.

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Como é calculado o Indicador de Incerteza da Economia

O Indicador de Incerteza da Economia  é composto por dois componentes:

  • IIE-Br Mídia, baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online, e construído a partir das padronizações individuais de cada jornal;
  • IIE-Br Expectativa, construído a partir da média dos coeficientes de variação das previsões dos analistas econômicos, reportados na pesquisa Focus do Banco Central, para a taxa de câmbio e a taxa Selic 12 meses à frente e para o IPCA acumulado para os próximos 12 meses.

Embora não tenha relação direta, os números corroboram a queda nos índices setoriais de confiança calculados também pelo FGV Ibre: tanto os empresários de serviços quanto do comércio se mostraram mais pessimistas em janeiro.

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