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Fed eleva projeção do PCE para 3,6% em 2026

Fed eleva projeção do PCE para 3,6% em 2026

Projeções indicam crescimento sólido, mas com inflação convergindo lentamente à meta

O Federal Reserve manteve nesta quarta-feira (17) a taxa de juros na faixa entre 3,5% e 3,75%, decisão amplamente esperada pelo mercado, e divulgou em conjunto suas novas projeções econômicas para os próximos anos.

O chamado “Summary of Economic Projections” (SEP) trouxe ajustes relevantes nas expectativas para crescimento, inflação e trajetória dos juros, indicando um cenário de atividade resiliente, porém ainda pressionado por preços elevados.

As projeções reforçam a estratégia cautelosa do Fed sob a liderança de Kevin Warsh, combinando manutenção de juros elevados no curto prazo com uma convergência gradual da inflação à meta ao longo do tempo.

Crescimento segue sólido, mas revisado para baixo

O Fed projeta crescimento do PIB de 2,2% em 2026, 2,3% em 2027 e 2,2% em 2028, níveis próximos do potencial de longo prazo estimado em 2,0%.

Apesar da leitura ainda robusta, houve leve revisão para baixo em relação às projeções de março, especialmente para 2026, que antes estava em 2,4%.

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No mercado de trabalho, a taxa de desemprego deve permanecer estável ao redor de 4,3% em 2026 e 2027, recuando levemente para 4,2% em 2028, nível próximo do equilíbrio de longo prazo.

Inflação ainda elevada e convergência gradual

O ponto central das projeções segue sendo a inflação. O Fed estima inflação pelo índice PCE de 3,6% em 2026 (de 2,7%), desacelerando para 2,3% em 2027 e atingindo a meta de 2,0% apenas em 2028.

O núcleo da inflação (core PCE), que exclui itens voláteis como alimentos e energia, também permanece pressionado, com projeção de 3,3% em 2026 e 2,5% em 2027.

Trajetória de juros indica política ainda restritiva

As projeções para a taxa de juros reforçam a mensagem de manutenção de condições financeiras apertadas no curto prazo. A mediana indica juros em 3,8% ao fim de 2026, caindo gradualmente para 3,6% em 2027 e 3,4% em 2028.

No longo prazo, a taxa neutra é estimada em 3,1%, sugerindo que o processo de normalização será gradual e dependerá da evolução da inflação e da atividade econômica.

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