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FED deve contrariar Trump mais uma vez – Morning Call

FED deve contrariar Trump mais uma vez – Morning Call

O FED deve manter em “stand by” a taxa de juros nos EUA, amparada nos fortes indicadores de emprego, que até o momento, seguem sem pressionar a inflação.

O Federal Reserve deve manter em “stand by” a taxa de juros nos EUA, amparado especialmente nos fortes indicadores de emprego, que até o momento, seguem sem pressionar a inflação, que permanece abaixo da meta estabelecida (2%).

Desta forma, as expectativas ficam mais centradas no discurso de Jerome Powell e em como ele abordará os efeitos econômicos da epidemia de coronavírus, que já matou 132 pessoas e confirmou mais de 6 mil casos na China. Ainda que seja precoce qualquer previsão de impacto sobre a economia global, o posicionamento do homem forte do FED, precisa ser ouvido.

Mas antes mesmo do anúncio, Donald Trump exerceu sua já tradicional pressão sobre Powell: no Twitter, o presidente americano disse esperar que o FED seja esperto, promovendo um novo corte que tornaria os EUA mais competitivos, já que quase não há inflação.

Até o momento, essa parece ser uma das únicas quedas de braço que Trump não consegue vencer.

No Brasil, é crescente a expectativa sobre a temporada de balanços, que ganhará força a partir da semana que vem. O mercado está bastante curioso para saber como reagirão os bancos à iminente implantação do conceito de Open Banking, um desejo do Banco Central.

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No ano, o setor financeiro amarga queda de -1,78% contra alta de 0,72% do Ibovespa.
O dia ainda reserva a divulgação do resultado primário de dezembro, que deve encerrar 2019 com déficit de R$79,9 bilhões, o melhor resultado desde 2014.

Com o noticiário sobre o coronavírus indicando que a doença parece estar mais controlada, o dólar conseguiu um leve respiro, mas ainda ronda a casa dos R$4,20 e ao que tudo indica, para o Banco Central está tudo bem, o que leva o mercado a se perguntar: Qual será o teto para que a moeda norte-americana não passe a pressionar a nossa inflação?

Para finalizar, sobre a Selic, as apostas seguem rondando os 80% em um novo corte de 25 pontos base na reunião marcada para a semana que vem (06).