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EUA: Núcleo do PCE fica em 3,4% em maio, dentro do esperado

EUA: Núcleo do PCE fica em 3,4% em maio, dentro do esperado

Renda pessoal e gastos dos consumidores americanos surpreendem positivamente em maio, com altas de 0,7% cada na comparação mensal

O índice de inflação PCE (Personal Consumption Expenditures) dos Estados Unidos acelerou para 4,1% em maio na comparação anual, acima dos 3,8% registrados em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O resultado veio em linha com a expectativa do mercado, que projetava alta de 4%, e reforça a persistência das pressões inflacionárias na maior economia do mundo.

O índice核 PCE core — que exclui os preços voláteis de alimentos e energia e é a medida preferida do Federal Reserve para calibrar a política monetária — subiu 3,4% na base anual, também em linha com as estimativas dos analistas. Na comparação mensal, o PCE cheio avançou 0,4% e o core registrou alta de 0,3% em maio.

Consumo e renda surpreendem positivamente

A renda pessoal dos americanos aumentou US$ 181,6 bilhões em maio, alta de 0,7% em relação ao mês anterior, refletindo principalmente aumentos na renda dos proprietários rurais e na remuneração do trabalho. A renda pessoal disponível — descontados os impostos correntes — cresceu US$ 164,9 bilhões, também com alta de 0,7%, superando as estimativas dos analistas.

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Os gastos pessoais (PCE) aumentaram US$ 156,1 bilhões em maio, com alta de 0,7% na comparação mensal — acima do esperado pelo mercado. O avanço foi puxado por US$ 94,3 bilhões em serviços e US$ 61,8 bilhões em bens. Em termos reais, o PCE cresceu US$ 43,8 bilhões, alta de 0,3% no mês, indicando que parte do avanço nominal foi absorvida pela inflação.

Taxa de poupança segue comprimida

A poupança pessoal dos americanos ficou em US$ 704,2 bilhões em maio, com a taxa de poupança — medida como percentual da renda disponível — em apenas 3,0%. O dado reforça o diagnóstico de que o consumidor americano tem sustentado os gastos às custas da redução da poupança, mesmo em um ambiente de crescimento real da renda negativo e pressões inflacionárias persistentes.

Os dados do PCE de maio chegam em um momento sensível para o Federal Reserve, que monitora de perto a trajetória da inflação antes de definir os próximos passos da política monetária. Com o PCE core em 3,4% — ainda bem acima da meta de 2% do Fed — e o consumo mostrando resiliência, o cenário reforça a expectativa de que o banco central americano mantenha uma postura mais restritiva por mais tempo.