A EQI Asset explicou a redução de suas projeções de juros e inflação no Brasil para o médio e longo prazo, a partir da análise e percepção de fatos e dados que marcaram o cenário macroeconômico nacional e internacional nas últimas semanas. As informações estão na Carta Mensal da EQI Asset, divulgada nesta semana.
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A gestora estima que a Selic fará o ano em 11,75%, ou dois pontos percentuais abaixo do atual, e que a queda já deve começar na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), em 1 e 2 de agosto, com queda de 0,25 p.p.
“A ata da reunião do Copom descreveu um ambiente de maioria favorável ao início do ciclo de flexibilização monetária na próxima reunião (agosto). Os argumentos desses membros do Copom referem-se à melhora recente da inflação, trajetória de redução das expectativas de inflação e menores riscos na política fiscal. Assim, uma atitude parcimoniosa de corte de juros já poderia ser implementada”, aponta o texto da carta.
A EQI Asset também aponta que a manutenção das metas de inflação na casa de 3%, decisão tomada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) na última semana de junho, também traz uma sinalização positiva. “Entendemos que essa decisão poderá levar a
novas quedas nas expectativas de inflação da pesquisa Focus. Atualmente o consenso dessa pesquisa aponta para 3,8% de IPCA em 2025, e entendemos que uma redução para 3,5% pode ser possível até a próxima reunião do Copom”, aponta a gestora.
Os analistas projetam ainda que a Selic pode alcançar o índice de 9% em meados de 2024, e que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fique 5,3% ao final de 2023 e em 4,1% em 2024.
Eles citam ainda que a aprovação do arcabouço fiscal reduz muito a probabilidade de descontrole nas contas, diminuindo também o risco de escalada da dívida público e de inflação desancorada.

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Carta Mensal da EQI Asset: cenário internacional
No cenário externo, a EQI Asset destaca que junho foi marcado por reviravoltas na invasão da Rússia à Ucrânia que mantiveram o conflito em destaque, e que os bancos centrais dos países desenvolvidos vêm adotando discursos mais duros em relação à política monetária. “Ou seja, o mundo vai se tornando mais heterogêneo, na medida que as políticas econômicas e efeitos da pandemia vão se tornando menos relevantes”, afirma o texto.
O fato de a rebelião enfrentada pela Rússia diante dos mercenários do Grupo Wagner, embora não tenha causado efeitos de curto prazo nos mercados financeiros, mostra que “há diversos temas geopolíticos em mudança no cenário global” e que “normalmente os mercados financeiros são ruins em precificar eventos nessa seara, especialmente quando tendem a influenciar tendências de longo prazo”.
“O processo de descolamento dos Estados Unidos com a China, o isolamento da Rússia em relação à Europa, a realocação de cadeias produtivas globais, disputas territoriais, mudança de matriz energética, entre outros, serão temas relevantes nos próximos anos, quiçá décadas”, aponta a EQI Asset,
No caso específico da política monetária, a gestora destaca que os bancos centrais dos países desenvolvidos “continuam preocupados com a inflação alta e a convergência lenta para a meta”, citando que nos EUA o Fed não elevou os juros em junho, mas indicou a possibilidade de mais duas altas até o fim do ano, enquanto na Europa o BCE (Banco Central Europeu) aumentou os juros e sinalizou nova subida em julho.
“As projeções de emprego, PIB e inflação apontam que a convergência da inflação para a meta deverá ocorrer somente em 2025. Apesar da estabilidade no crescimento econômico, as medidas de inflação subjacente continuam oscilando ao redor de 5,5% na comparação anual”, diz o texto.
Carta Mensal da EQI Asset: resultados
Entre os fundos geridos pela EQI Asset, o melhor rendimento no mês foi o PV FIA, com alta de 7,18% no mês e um acumulado de 10,46% no ano. O fundo Kronos LB IQ FIC FIA teve alta de 3,69% e acumula rendimento de 8,94% em 2023, enquanto o Kronos LB VP FIC FIM teve rendimento de 3,59% e 8,56% no mês e no ano, respectivamente.
Sobre o cenário do mercado de renda variável, os analistas apontam que a Bolsa se torna uma boa opção num cenário de queda de juros, mas sempre requerendo uma análise cuidadosa.
“Continuamos comprados em boas empresas com taxa interna de retorno muito atrativas e que se beneficiam da queda da Selic. Entendemos que o atual governo planeja mais gastos e um estado maior, e como consequência, o nível de juros neutro da nossa economia deveria ser mais alto que antes, o crescimento econômico mais baixo e os ciclos mais curtos. Dito isso, o posicionamento em bolsa para os próximos anos é desafiador e nem todo ativo doméstico pode se beneficiar do corte de juros, exigindo uma análise profunda e investigativa de cada empresa”, diz a carta.
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