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Efeito Master: Flávio Bolsonaro perde 6 pontos em pesquisa Atlas/Bloomberg

Efeito Master: Flávio Bolsonaro perde 6 pontos em pesquisa Atlas/Bloomberg

Levantamento, feito após revelação de conversas comprometedoras do senador com Daniel Vorcaro, mostra Flávio em queda livre nas intenções de voto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com vantagem expressiva sobre Flávio Bolsonaro (PL) tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (19).

No cenário de primeiro turno com os principais candidatos, Lula aparece com 47% das intenções de voto, contra 34,3% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula venceria por 48,9% a 41,8%, uma vantagem de 7,1 pontos percentuais.

O levantamento, realizado entre os dias 13 e 18 de maio com 5.032 entrevistados e margem de erro de ±1 ponto percentual, é o primeiro divulgado após a revelação de áudios e mensagens de supostas conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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O impacto do escândalo Banco Master

O escândalo das conversas vazadas teve amplo alcance: 95,6% dos entrevistados afirmaram ter ficado sabendo do caso, e 93,9% dos que souberam disseram ter ouvido o áudio.

Para 64,1% dos respondentes, a divulgação enfraqueceu a candidatura de Flávio — sendo 45,1% que disseram que enfraqueceu “muito”. Apenas 13,4% acreditam que o vazamento fortaleceu sua corrida presidencial.

Desconfiança e rejeição crescem contra Flávio

A rejeição a Flávio Bolsonaro é a maior entre todos os candidatos testados: 52% dos brasileiros afirmam que não votariam nele de jeito nenhum — superando até mesmo a rejeição ao presidente Lula (50,6%) e a Jair Bolsonaro (49,1%).

Após tomar conhecimento das conversas com Vorcaro, 47,1% dos entrevistados disseram que já não votariam em Flávio de qualquer forma, e 9,4% afirmaram que ficaram muito menos dispostos a votar nele.

Aprovação de Lula segue em território negativo

Apesar de liderar as pesquisas eleitorais, o presidente Lula enfrenta aprovação negativa: 51,3% desaprovam seu desempenho, contra 47,4% que aprovam.

Na avaliação do governo, 48,4% consideram sua gestão ruim ou péssima, enquanto 42,9% a classificam como ótima ou boa. A série histórica da pesquisa mostra que a desaprovação se mantém persistentemente acima da aprovação desde meados de 2024.

Haddad e Alckmin como plano B do PT

Em cenários sem Lula, o PT ainda manteria vantagem. Em um segundo turno hipotético, Fernando Haddad venceria Flávio Bolsonaro por 46,7% a 43%, e Geraldo Alckmin teria resultado semelhante: 46,4% contra 42,3%.

A pesquisa também testou um cenário de primeiro turno com Haddad, no qual o ministro da Fazenda registraria 36,7% das intenções de voto, contra 32,8% de Flávio Bolsonaro — uma diferença bem mais estreita do que a observada com Lula como candidato.