O estoque da dívida pública federal aumentou para R$ 6,19 trilhões em junho, uma alta nominal de 2,95% em relação a maio, quando o número estava em R$ 6,01 trilhões, Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (21) pela secretaria do Tesouro do Ministério da Fazenda.

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O aumento se deu por causa da expansão da dívida mobiliária interna, que subiu 3,30%, de R$ 5,76 trilhões para R$ 5,95 trilhões, devido à emissão líquida, no valor de R$ 145,33 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 44,93 bilhões.
No caso da dívida externa, houve redução de 5,16% sobre o estoque apurado em maio, encerrando o mês de junho em R$ 234,04 bilhões (US$ 48,56 bilhões), sendo R$ 197,05 bilhões (US$ 40,89 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 37,00 bilhões (US$ 7,68 bilhões) relativos à dívida contratual.
No mês de junho, as emissões corresponderam a R$ 151,31 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 7,10 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 144,21 bilhões – sendo R$ 145,33 bilhões referentes à emissão líquida da dívida interna e R$ 1,12 bilhão de resgate líquido da dívida externa.
Dívida pública federal: composição
A dívida interna passou a corresponder a 96,22% do valor total, ante 95,90%. A parcela dos títulos remunerados por taxa flutuante passou de 39,74%, em maio, para
39,52%, em junho. Já a participação dos títulos com remuneração prefixada aumentou de 26,17%, em maio, para 27,04%, em junho, enquanto a parcela dos títulos vinculados a índice de preços foi reduzida de 29,76% para 29,46%.
O estoque sob custódia de Instituições Financeiras apresentou aumento no mês, passando de R$ 1,65 trilhões para R$ 1,73 trilhões. A participação relativa desse grupo aumentou para 29,19%.
Os Não-residentes apresentaram aumento de R$ 13,71 bilhões no estoque, fechando o mês com participação relativa de 9,48%. O grupo Previdência reduziu seu estoque em R$ 5,99 bilhões, totalizando R$ 1,35 trilhões no mês. A participação relativa desse grupo caiu para 22,70%.
Os Fundos de Investimento aumentaram o estoque, passando de R$ 1,36 trilhões para R$ 1,44 trilhões. O grupo Governo encerrou junho com participação relativa de 3,97% e o grupo Seguradoras, 4,03%.
Além disso, destaca-se que os Não-residentes possuem 84,29% de sua carteira em títulos pré-fixados, enquanto a carteira do grupo Previdência é composta de 59,67% de títulos vinculados a índices de preços.
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Dívida pública federal: programa Tesouro Direto
As emissões do Tesouro Direto em junho atingiram R$ 3,81 bilhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 2,63 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 1,18 bilhões. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, que respondeu por 62,05% do montante vendido.
O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 118.1 bilhões, o que representa um aumento de 1,74% em relação ao mês anterior. O título com maior representação no estoque é o Tesouro IPCA+, que corresponde a 39,39% do total.
Em relação ao número de investidores, 333.795 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto em junho. O total de investidores cadastrados chegou a 24,6 milhões, o que representa um incremento de 26,55% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Dívida pública federal: custo médio
O custo médio acumulado nos últimos doze meses da dívida apresentou redução, passando de 10,87% a.a., em maio, para 10,00% a.a. em junho. O custo médio acumulado em doze meses diminuiu de 10,79% para 10,59%.
Na dívida externa, o indicador também registrou queda, passando de 12,68% a.a. para -2,89% a.a., devido, principalmente, à depreciação do dólar em relação ao real de 5,43%, em junho de 2023, contra a apreciação de 10,77% ocorrida no mesmo período do ano anterior.
O percentual de vencimentos da dívida para os próximos 12 meses apresentou diminuição, passando de 20,03%, em maio, para 19,71%, em junho. O volume de títulos da dívida interna a vencer em até 12 meses também caiu de 20,51%, em maio, para 20,14%, em junho.
Os títulos prefixados correspondem a 50,91% deste montante, seguidos pelos títulos atrelados a taxas flutuantes, os quais apresentam participação de 39,12% desse total.
O prazo médio da dívida apresentou redução, passando de 4,07 anos, em maio, para 3,98 anos, em junho. O prazo médio da dívida interna diminuiu de 3,94 anos, em maio, para 3,85 anos, em junho, enquanto o prazo médio da dívida externa também apresentou queda, de 7,13 anos para 7,08 anos.
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