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Deportação em massa nos EUA pode impactar inflação global, alerta Campos Neto 

Deportação em massa nos EUA pode impactar inflação global, alerta Campos Neto 

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, externou nesta terça-feira (19) sua preocupação com a deportação em massa dos EUA

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, externou nesta terça-feira (19) sua preocupação com os potenciais efeitos econômicos e inflacionários de uma deportação em massa nos EUA, que pode envolver cerca de 7,5 milhões de pessoas.

De acordo com o presidente da autoridade monetária brasileira, esse movimento, caso se concretize, pode desestabilizar mercados globais e causar uma explosão inflacionária, especialmente em setores de serviços. O plano de deportação é uma das pautas do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em sua apresentação na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), ele frisou que a inflação de serviços tem mostrado resiliência em diversos países, mesmo com medidas de controle. Ele alertou que, no Brasil, essa dinâmica pode ser ainda mais sensível, dada a forte ligação entre a economia local e os fluxos globais de comércio e trabalho. 

Campos Neto: expectativa para pacote fiscal 

Sobre o cenário doméstico, Campos Neto afirmou que o principal foco hoje é como será feito o ajuste fiscal no país. Ele destacou a necessidade de um anúncio que gere boas expectativas, ressaltando que a credibilidade na gestão econômica é fundamental. 

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Ele também pontuou que a perspectiva de queda da taxa de juros de longo prazo depende de como será conduzida a política fiscal. “No Brasil, é difícil traçar uma linha para a queda dos juros sem um choque no fiscal”, afirmou, sinalizando que a confiança do mercado em medidas sustentáveis é essencial para melhorar as condições de financiamento e investimento. 

O presidente do BC também comentou sobre o projeto de emenda constitucional (PEC) que acaba com a jornada 6×1. Ele avaliou que a proposta vai contra os avanços feitos na legislação e pode gerar efeitos adversos no mercado de trabalho.

“Voltar atrás não será bom para os empregados. Isso vai aumentar o custo da mão de obra e, com certeza, a informalidade no país”, alertou. 

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