O Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (27) que o déficit primário do Governo Central, composto pelo Tesouro, Banco Central e Previdência, excluindo os encargos da dívida pública, atingiu R$ 26,35 bilhões em agosto.
O resultado representa uma queda de 47,7% em relação ao déficit de R$ 50,356 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior. Este resultado ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado, que esperava um déficit de R$ 26,2 bilhões, e bem abaixo dos R$ 35,9 bilhões registrados em julho.
O Tesouro Nacional teve um déficit de R$ 6,5 bilhões em agosto, o que representa uma redução de 70,9% em comparação com os R$ 22,4 bilhões do mesmo mês do ano anterior.
Enquanto isso, o Banco Central registrou um déficit de R$ 113 milhões, um aumento em relação aos R$ 26 milhões de agosto de 2022.
A Previdência apresentou um resultado negativo de R$ 19,717 bilhões, um aumento de 29,5% em comparação com os R$ 27,96 bilhões do ano anterior.
A redução no déficit foi impulsionada principalmente pela diminuição das despesas líquidas, que caíram 18,5% em relação a agosto do ano anterior, compensando a queda de 7,1% nas receitas no mesmo mês. A arrecadação do imposto de renda, especialmente das pessoas jurídicas, caiu 15,4%, enquanto os dividendos e participações diminuíram em 66%, e as receitas provenientes da exploração de recursos naturais recuaram 26,2% devido à queda nos preços do petróleo.
No acumulado do ano, o resultado primário do Governo Central está deficitário em R$ 104,589 bilhões, em contraste com o superávit de R$ 22,885 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Esse déficit foi amplamente influenciado por receitas extraordinárias provenientes de vendas de concessões, privatizações e distribuições de dividendos de estatais.
O Tesouro Nacional acumula um superávit de R$ 123,5 bilhões no ano, uma queda de 48,1% em comparação com os R$ 237,9 bilhões do mesmo período de 2022.
O déficit da Previdência no ano aumentou 12,1% em relação ao acumulado de 2022, totalizando R$ 227,784 bilhões neste ano, em comparação com os R$ 214,738 bilhões do ano passado.
Concessões e permissões apresentam uma queda de 86,3% em relação a 2022, o que representa uma redução de R$ 37,893 bilhões, enquanto os dividendos e participações diminuíram em 44,4%, ou R$ 30,3 bilhões.
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