As transações correntes do balanço de pagamentos apontaram déficit do país em US$ 5,9 bilhões em outubro, revertendo o superávit de US$ 451 milhões observado no mesmo mês de 2023. O resultado reflete uma redução de US$ 5,1 bilhões no superávit comercial e um aumento de US$ 1,1 bilhão no déficit em renda primária. Por outro lado, as contas de serviços e de renda secundária mantiveram resultados similares ao ano anterior, com déficit de US$ 3,9 bilhões e superávit de US$ 330 milhões, respectivamente.
De acordo com dados do Banco Central (BC), no acumulado de 12 meses, o déficit em transações correntes alcançou US$49,2 bilhões, o equivalente a 2,23% do PIB, superior ao registrado em setembro (US$42,8 bilhões ou 1,94% do PIB) e ao mesmo período de 2023 (US$26,3 bilhões ou 1,24% do PIB).
A balança comercial de bens teve superávit de US$ 3,4 bilhões em outubro, significativamente menor que os US$8,6 bilhões do mesmo período em 2023. A queda ocorreu devido à redução de 0,6% nas exportações, que somaram US$ 29,6 bilhões, e ao aumento de 23,5% nas importações, que totalizaram US$ 26,2 bilhões.
Déficit em serviços é de US$ 3,9 bi
No setor de serviços, o déficit permaneceu em US$ 3,9 bilhões, alinhado com outubro de 2023. Destaque para o aumento de 61,1% nas despesas líquidas com transporte, que atingiram US$ 1,6 bilhão, impulsionadas pelo crescimento do volume importado e do custo de frete. Já as despesas com telecomunicações, computação e informações recuaram de US$ 783 milhões em 2023 para US$ 223 milhões.
O turismo internacional também apresentou crescimento, com um déficit de US$ 737 milhões, alta de 8,5% em relação ao ano anterior. Esse resultado reflete a redução de 8,3% nas receitas, que somaram US$ 596 milhões, e o aumento de 0,3% nas despesas, que atingiram US$ 1,3 bilhão.
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Investimentos diretos
O déficit em renda primária foi de US$5,8 bilhões em outubro, 24,6% superior ao mesmo período de 2023. As despesas líquidas com lucros e dividendos aumentaram para US$ 3,8 bilhões, enquanto as despesas com juros subiram US$ 555 milhões, totalizando US$2,0 bilhões.
Por outro lado, os investimentos diretos no país (IDP) somaram ingressos líquidos de US$ 5,7 bilhões em outubro, frente a US$3,1 bilhões em 2023. O IDP acumulado em 12 meses alcançou US$ 66 bilhões (3% do PIB), refletindo a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros.
Reservas internacionais caem
As reservas internacionais somaram US$ 366,1 bilhões em outubro, uma redução de US$ 5,9 bilhões em relação ao mês anterior. A queda foi impulsionada por variações de preço (-US$ 4,3 bilhões) e paridades cambiais (-US$ 1,8 bilhão), parcialmente compensadas por receitas de juros, que contribuíram com US$ 767 milhões para o saldo.
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