A agência de classificação de risco DBRS Morningstar elevou a nota de crédito do Brasil de BB (low) para BB, em tendência estável. A avaliação vem poucos dias após a Fitch elevar a nota de crédito do Brasil de BB- para BB.
A decisão da agência levou em consideração a perspectiva de declínio nos riscos fiscais do país, com destaque para os esforços de reformas, que deverão contribuir para a melhora nos resultados primários das contas públicas no período 2023-2026.
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O rating de crédito soberano reflete a capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros.
Segundo a DBRS MorningStar, a dívida bruta do país subiu por conta dos efeitos da pandemia de covid-19 em 2020, mas teve “forte recuperação” até 2022.
A agência afirmou que houve diminuição de riscos fiscais e que o pacote de medidas do arcabouço fiscal, anunciado no início de 2023, deverá levar o governo federal a um déficit de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
Além disso, fatores institucionais, como a credibilidade do regime de metas de inflação e um sistema bancário bem capitalizado e com ampla liquidez e baixa exposição à moeda externa, foram considerados. Para a DBRS MorningStar, estes elementos permitem ao país mitigar impactos de choques.
Austin Rating e S&P elevam nota de crédito do Brasil
A Austin Rating, agência de classificação de risco brasileira, alterou a nota de crédito soberano do Brasil de estável para positiva, em moeda local. A agência classificou o país como BB+, comunicou na sexta-feira (28).
Em moeda estrangeira, a agência manteve a perspectiva como estável, também com nota BB+.
A avaliação do rating em moeda local considerou uma melhoria no ambiente fiscal, com a aprovação do novo arcabouço fiscal, que prevê retomada do equilíbrio das contas públicas já a partir de 2024, com resultado primário em 0% do PIB.
Outro ponto importante que, segundo a Austin Rating “também pesou na decisão”, foi a perspectiva de uma queda dos juros “em breve”.
Um mês antes, o S&P reforçou a aposta no Brasil ao revisar sua perspectiva e reafirmar ratings, conforme relatório divulgado ao mercado. De acordo com o banco de investimentos, a instituição revisou sua perspectiva de “estável” para “positiva” e reafirmou seus ratings de crédito soberano “BB-/B”.
Também traz que os sinais de maior certeza sobre políticas fiscais e monetárias estáveis podem beneficiar as atuais perspectivas de baixo crescimento do PIB do Brasil.
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