O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, criticou nesta segunda-feira (23) o que classificou como “irracionalidade” nas reações dos agentes financeiros e da mídia à política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo ele, “alguns fatos da realidade e números apresentados” estão sendo ignorados. Durigan também mencionou o “incômodo” da equipe econômica diante das críticas negativas e defendeu que é necessário mais “sobriedade” na avaliação das melhorias nas contas públicas.
Durigan ainda afirmou que é preciso reconhecer o esforço do governo para cumprir a meta fiscal e que
“não é razoável” ter esse reconhecimento.
“O fato que a gente traz é que o fiscal se superou e tem superado as expectativas. Outro fato é que a economia está surpreendendo em sua performance e também superando as expectativas. Essa combinação de um fiscal que entra em rota de equilíbrio e de uma economia que segue crescendo mais que o esperado é um ciclo positivo e a gente deveria torcer para que isso seguisse assim”, destacou.
Dario Durigan garante o melhor resultado fiscal
O governo liberou R$ 1,7 bilhão em gastos no Orçamento de 2024 e revisou sua projeção de deficit primário para R$ 28,3 bilhões neste ano. O secretário-executivo afirmou que o equilíbrio fiscal é um pilar da política econômica, destacando os esforços do governo para ajustar as contas públicas e cumprir as metas fiscais.
Durigan garantiu que o governo entregará o melhor resultado fiscal dos últimos três ciclos de gestão. Ele reforçou que o deficit primário de R$ 28,3 bilhões está dentro da meta fiscal estipulada, embora agentes financeiros projetem um deficit bem maior, de R$ 66,7 bilhões.
Segundo dados do Tesouro Nacional, o governo registrou um saldo negativo de R$ 77,3 bilhões entre janeiro e julho deste ano. No entanto, ele ainda afirmou que as previsões governamentais sinalizam uma melhora no cenário fiscal.
Durigan destacou que, em um ano, o deficit primário caiu mais de 85%. Ele revelou que, enquanto o deficit de 2023 foi de R$ 230 bilhões, as expectativas são de que esse número seja reduzido para o nível estipulado pela meta fiscal.
“A despesa primária vai fechar ainda este ano em torno de 19% do PIB (Produto Interno Bruto), que é um patamar inferior ao que a gente viu nos governos anteriores, mesmo considerado o cenário pré- pandemia”, disse.
“A relação do deficit em relação ao PIB também é bem inferior ao que a gente observou nos ciclos anteriores”, completou.
Ele argumentou que, no começo de 2024, a projeção para o deficit primário era de 0,8% do PIB. “Hoje muitos consideram muito razoável o cumprimento da meta do ano”, declarou o secretário.
Ele ainda ressaltou que todas as agências de classificação de risco internacionais elevaram a nota de crédito do Brasil.
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