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Michigan: confiança do consumidor nos EUA sobe a 69,4 pontos

Michigan: confiança do consumidor nos EUA sobe a 69,4 pontos

Números demonstram sensação de otimismo a despeito dos riscos de desaceleração da economia com possível nova alta de juros na semana que vem.

A confiança do consumidor nos EUA subiu para 64,9 pontos em janeiro, uma forte alta em relação aos 59,7 pontos registrados em dezembro. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pela Universidade de Michigan e confirmou a alta registrada na leitura preliminar, há duas semanas, quando o índice foi de 64,5 pontos.

Todos os componentes do índice tiveram alta: a sensação sobre as condições atuais da economia foi de 59,4 para 68,4 pontos, enquanto a expectativa das condições de médio prazo ficou em 62,7 pontos, ante 59,9 em dezembro. Já a expectativa para a inflação daqui a 12 meses desceu de 4,4% para 3,9% ao ano.

Os números positivos, embora ainda longe do auge da perspectiva máxima, surpreendem diante de um cenário de desaceleração da economia e de sentimentos negativos verificados pelos executivos, como mostram os dados do PMI (Índice de Gerente de Compras) de dezembro.

Nesta semana, no entanto, o PIB dos EUA foi anunciado com crescimento de 2,9% no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior, enquanto o PCE, índice de inflação, ficou em 5% no acumulado até dezembro de 2022, em estatísticas divulgadas pelo BEA (Bureau of Economic Analysis), órgão de estatísticas do país.

“Embora a perspectiva econômica de curto prazo tenha permanecido relativamente inalterada em relação ao mês passado, todos os outros componentes do índice aumentaram em janeiro. O índice de condições atuais subiu 15% em relação a dezembro, com a melhoria das avaliações das finanças pessoais e das condições de compra de bens duráveis, apoiadas por fortes rendimentos e pelo alívio das pressões sobre os preços”, explicou a diretora da pesquisa, Joanne Hsu.

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Ela afirma, no entanto, que os dados detalhados mostram que os riscos negativos ainda estão presentes. “Dois terços dos consumidores esperam uma desaceleração econômica durante o próximo ano. Notavelmente, o debate sobre o teto da dívida se aproxima e pode reverter os ganhos observados nos últimos meses”, explica a analista.

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Juros mantêm economia sob expectativa

Parte do temor de desaceleração vem da política de aperto monetário adotada pelo Fed, o banco central norte-americano, que vem aumentando os juros sucessivamente desde o segundo semestre de 2022. 

O Fomc, comitê de política monetária do Fed, voltará a se reunir nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Depois de quatro altas seguidas de 0,75 p.p, o comitê aumentou os juros em 0,5 p.p.na última reunião, em dezembro, para o intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano.

O mercado projeta uma alta de 0,25 p. p. para a reunião desta semana, com o intervalo chegando entre 4,5% a 4,75% ao ano, e com previsões de novos aumentos até que a inflação chegue ao nível entre 2% e 3% ao ano.

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