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Conference Board: confiança do consumidor dos EUA registra queda

Conference Board: confiança do consumidor dos EUA registra queda

Índice desceu de 109 para 107,1 e vai na contramão de pesquisa similar divulgada pela Universidade de Michigan na semana passada.

A confiança do consumidor dos EUA teve uma leve queda em janeiro, caindo de 109 pontos para 107,1 pontos, segundo dados publicados nesta terça-feira pelo Conference Board, grupo de estudos sem fins lucrativos.

Os resultados divergem da ascensão apurada em outra pesquisa sobre o tema, divulgada na semana passada pela Universidade de Michigan, que apontou aumento na confiança do consumidor, de 59,7 para 64,9 numa escala de 0 a 100.

De acordo com o Conference Board, houve alta na sensação atual, de 147,4 para 150,9 pontos, mas o índice de expectativas de curto prazo teve queda mais acentuada, de 83,4 para 77,8 pontos.

De acordo com a metodologia do instituto, índices abaixo de 80 pontos revelam o temor de uma recessão para os próximos meses. Segundo o diretor-sênior da pesquisa, Ataman Ozyildirim, “a queda da confiança foi mais acentuada entre famílias de renda inferior a US$ 15 mil anuais e entre pessoas abaixo dos 35 anos.”

“Os índices mostram que a população está mais preocupada com o longo prazo do que com os próximos meses, com temor de que as condições da economia piorem, ainda que esperem manter o nível de salários”, completou o analista.

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Expectativa sobre políticas de juros

O sentimento dos consumidores nos EUA, assim como dos gestores de empresas, reflete a preocupação com os rumos da política monetária adotada pelo Fed, o banco central do país.

Nesta quarta-feira, o Fomc (comitê de política monetária do Fed) anuncia a nova taxa básica de juros do país, e a expectativa é por um novo aumento no índice, hoje no intervalo entre 4,25% e 4,5%.

Agentes do mercado se dividem apenas quanto à projeção sobre o aumento, em 0,25 p.p. ou em 0,5 p.p. Há certeza, contudo, sobre uma nova alta, já que dirigentes do Fed e o próprio presidente da instituição, Jerome Powell, têm se manifestado em defesa dos aumentos até que a inflação chegue próxima do nível de 2% ao ano.

Hoje, os principais índices giram em torno de 5%, depois de passar dos 8% no ano passado, mas Powell já disse que não pretende repetir experiências anteriores de interromper o ciclo de aperto monetário antes da hora. 

Quer investir com assertividade e compreender o impacto de dados como a confiança do consumidor dos EUA na economia brasileira e no mercado de capitais? Preencha este formulário e um assessor da EQI Investimentos vai entrar em contato para tirar suas dúvidas.