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Setor de serviços recua 1,2% em março e acumula queda de 1,7% desde o pico

Setor de serviços recua 1,2% em março e acumula queda de 1,7% desde o pico

Queda no transporte rodoviário de cargas e no aéreo de passageiros concentra os principais impactos negativos do mês

O setor de serviços brasileiro registrou retração de 1,2% em março de 2026 na comparação com fevereiro, após estabilidade no mês anterior. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (15) pelo IBGE por meio da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), aprofunda um movimento de enfraquecimento que já dura cinco meses. O analista da pesquisa Luiz Carlos de Almeida Junior alerta para a extensão do processo:

“Nos últimos 5 meses, foram observados um mês de estabilidade e 4 meses de variação negativa, o que faz com que o setor de serviços acumule queda de 1,7% desde outubro de 2025, mês em que foi observado o ponto mais alto da série.”

Transportes lideram a queda mensal

Todas as cinco atividades investigadas recuaram na margem. Os transportes lideraram a piora, com queda de 1,7%, seguidos pelos outros serviços (-2,0%), serviços prestados às famílias (-1,5%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%) e informação e comunicação (-0,9%).

Segundo Almeida Junior, “o recuo no setor foi influenciado principalmente pela queda observada no transporte rodoviário de cargas e no transporte aéreo de passageiros.” O transporte de passageiros, especificamente, acumula perda de 4,3% em dois meses e opera 22,1% abaixo do pico histórico de fevereiro de 2014.

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São Paulo como principal vetor negativo

Entre as 27 unidades da federação, 13 registraram retração em março. São Paulo foi o estado com maior impacto negativo, recuando 2,1%.

“A principal influência negativa veio de São Paulo, com uma queda de 2,1%, puxado principalmente pela queda observada nas atividades jurídicas e serviços financeiros auxiliares”, destacou o analista.

Na outra ponta, o Distrito Federal avançou 10,3% e o Rio de Janeiro subiu 1,8%, exercendo as principais contribuições positivas do mês.

Turismo perde fôlego e acumula 5,4% de queda em dois meses

O índice de atividades turísticas recuou 4,0% em março frente a fevereiro, segundo resultado negativo consecutivo.

“No agregado especial de atividades turísticas, observou-se uma queda de 4,0% no índice na margem. Esta retração foi influenciada pelos recuos observados nos serviços de hotéis, serviços de reserva relacionados à hospedagem, transporte aéreo e locação de automóveis”, comentou Luiz Carlos.

O segmento opera 6,3% abaixo do ápice da série histórica, atingido em dezembro de 2024.

Apesar do fraco desempenho mensal, o setor de serviços manteve o 24º resultado positivo consecutivo na comparação interanual, com expansão de 3,0% frente a março de 2025. No acumulado do ano, o crescimento chega a 2,3%, e nos últimos doze meses, a 2,8% — menor taxa desde outubro de 2024.