Os países da zona do euro registraram um déficit no comércio exterior de 16,4 bilhões de euros em março de 2022. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (16) pela Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia. No ano, o bloco acumula um déficit de 52,4 bilhões de euros.
O valor é recorde para um só mês desde o início da série de dados, em 1999. Os países exportaram 250,1 bilhões de euros e importaram 266.5 bilhões, valor puxado principalmente pelo aumento de gastos com a importação de energia.
Para efeito de comparação, os gastos com importação de energia chegaram a 164,7 bilhões de euros nos primeiros três meses do ano, um aumento de 138% em relação ao mesmo período do ano passado. O déficit acumulado nesse grupo de transações, de janeiro a marco, é de 128,7 bilhões – no ano passado, era de 48 bilhões de euros.
Negócios com a Rússia seguem fortes
Boa parte do déficit foi impulsionado em negociações de petróleo e gás com a Rússia. Esses números foram poucos impactados pelos embargos impostos ao país após a invasão da Ucrânia, já que o fornecimento de itens de energia não foi incluído nas sanções.
A Rússia segue como quarto maior parceiro comercial externo à zona do euro, atras apenas de China, Estados Unidos e Reino Unido. Só nos três primeiros meses do ano, o país liderado por Vladimir Putin exportou mais de 60bilhões de euros e acumula um saldo positivo de 46,2 bilhões de euros com os países que adotam a moeda única.
Brasil em superávit
No caso do Brasil, os dados registram superávit de 543,6 milhões de euros para o país no comércio exterior com a zona do euro, que exportou 3,96 bilhões de euros e importou 3,141 bilhões, segundo os dados do Eurostat. Nos três primeiros meses do ano, o déficit acumulado da zona do euro em relação ao Brasil é de 606,9 milhões de euros.
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