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Com dólar alto, emissão de passaportes cai 14%

Com dólar alto, emissão de passaportes cai 14%

Com o dólar alto, a emissão de passaportes caiu 14% em 2024, refletindo o impacto do câmbio elevado nos planos de viagens internacionais.

A Polícia Federal emitiu 2,1 milhões de passaportes em 2024, registrando uma redução de 14% em comparação ao ano anterior. Essa queda marca uma interrupção na sequência de altas pós-pandemia, quando as emissões despencaram para cerca de 1 milhão de unidades.

O recorde histórico foi em 2019, com 3 milhões de passaportes emitidos no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro. Em 2024, todos os meses apresentaram números inferiores aos mesmos períodos de 2023. Embora seja comum uma queda sazonal nos últimos meses do ano, o declínio foi mais acentuado desta vez.

Antes da pandemia, em 2019, a média mensal de emissões era de 248,8 mil passaportes. No ano passado, caiu para 173,5 mil. A retração coincidiu com a alta do dólar, que superou a marca de R$ 6 no final de 2024, dificultando viagens internacionais e impactando o planejamento dos brasileiros.

Mesmo com a economia aquecida e o setor aéreo transportando 118 milhões de passageiros em 2024, o segundo melhor desempenho da história, a alta do dólar afetou os planos de viagens internacionais. O total de passageiros que viajaram para o exterior bateu recorde, com 24,9 milhões, mas a emissão de passaportes não acompanhou esse movimento, refletindo menos pessoas planejando viagens futuras.

A relação entre a cotação da moeda norte-americana e a demanda por passaportes é evidente: quando o dólar sobe, as emissões caem. Essa queda nas emissões também indica menor intenção de viagens internacionais, afetando indiretamente a atividade econômica de companhias aéreas e outros setores ligados ao turismo global.

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