O Banco do Povo da China (PBoC) implementará a partir de fevereiro o maior corte no compulsório já realizado desde dezembro de 2021.
O compulsório é o montante de depósitos que os bancos locais precisam separar como reservas. A medida visa impulsionar o crescimento da segunda maior economia do mundo.
O presidente do banco central chinês, Pan Gongsheng, anunciou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (24), que, a partir de 5 de fevereiro, a taxa de compulsório será reduzida em 50 pontos-base para todos os bancos, marcando o primeiro corte desse tipo no ano.
Cortes anteriores de 25 pontos-base foram realizados em março e setembro do ano passado.
O PBoC também informou a redução das taxas de juros de reempréstimo e redesconto em 25 pontos-base para o setor rural e pequenas empresas a partir de 25 de janeiro.
Os anúncios fazem parte dos esforços das autoridades para sustentar a frágil recuperação econômica diante da queda nos mercados de ações. Gongsheng destacou que a medida deve injetar 1 trilhão de yuans (cerca de R$ 700 bilhões) no mercado.
A China, como a segunda maior economia do mundo, enfrentou desafios pós-Covid em 2023. Problemas no mercado imobiliário, riscos relacionados à dívida de governos locais e a desaceleração da demanda global contribuíram para um cenário econômico desafiador.
As medidas anunciadas são interpretadas como um sinal de que o banco central manterá uma postura monetária frouxa ao longo deste ano, com medidas de apoio.
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