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BTG (BPAC11) vê obstáculos para AES Brasil (AESB3) no 4TRI21, e mantém recomendação neutra

BTG (BPAC11) vê obstáculos para AES Brasil (AESB3) no 4TRI21, e mantém recomendação neutra

O Banco BTG (BPAC11) apontou os números da AES Brasil (AESB3) em novo relatório divulgado nesta sexta-feira (4). De acordo com a instituição financeira

O Banco BTG (BPAC11) avaliou os números da AES Brasil (AESB3), em novo relatório divulgado nesta sexta-feira (4). De acordo com a instituição financeira, a empresa registrou fracos resultados no 4TRI21. Com isso, o BTG manteve recomendação neutra para compra das ações, com o preço-alvo de R$ 14.

O período foi marcado pelas fortes chuvas e os resultados da AESB3 foram impactados devido às compras de energia e ao risco hidrológico. O lucro líquido da empresa foi de R$ 35 milhões, o que é abaixo da estimativa de – R$ 39 milhões do BTG.

Outro obstáculo para a companhia foi o Ebitda que alcançou a marca de R$ 205 milhões, porém houve reajuste de earn out relacionado a compra do Complexo Eólico Alto do Sertão II em 2017, onde a AESB3 investiu R$ 29 milhões. Desta forma, o índice iria totalizar R$ 175 milhões com queda de 16% ao ano.

BTG (BPAC11): compra de energia a R$ 271 MWh

A AES Brasil sofreu com o risco hidrológico por conta das dificuldades relacionadas à falta de chuvas. A empresa, que é conhecida por fazer compras antecipadas de energia, não conseguiu obter benefícios em relação aos baixos preços no trimestre.

Sobre a geração eólica, a AESB3 expandiu a sua produção para 43,4% ao ano. Para o BTG, este bom momento está relacionado a compra de novos ativos como Madacuru, Salinas e Ventus. Em contrapartida, o baixo aproveitamento energético prejudicou a geração de Alto Sertão II, que ficou abaixo das expectativas com o registro de – 14,2% ao ano.

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Por fim, a AES Brasil contabilizou o aumento de 7,4% na geração de energia solar nas usinas de Guaimbê e Água Vermelha.

Déficit hídrico

O portfólio hidrelétrico da AES foi reduzido para 900 megawatts médios em 2022, o que representou uma queda de 48 MW médio no comparativo com trimestre anterior.  Esta iniciativa da empresa visa proteger a companhia de  possíveis obstáculos no cenário hidrológico.

A respeito de projetos, a empresa pretende expandir as suas atividades de 53% e 26% no terceiro trimestre para 65% e 38% no quarto trimestre. Desta forma, a AESB3 garante uma maior eficiência nos anos de 2024 e 2025.

A meta da AES é a diversificação do seu portfólio com redução nas atividades hidrelétricas e aumento de participação nos setores de energia eólica e solar.  A companhia investiu em dois complexos eólicos, que estão em construção: Tucano na Bahia – que deverá iniciar as suas operações no segundo semestre e Cajuína no Rio Grande do Norte, com inauguração prevista para o primeiro semestre do ano que vem.

Números da AES Brasil

A AES Brasil totalizou o montante de R$ 1,1 bilhão em set/21 e a alavancagem registrou 3,9x Dívida líquida/Ebitda em dezembro de 2021. Este resultado foi impactado devido a construção de novos projetos, entre estes os que possuem foco em produzir energia eólica.

O BTG Pactual destacou o covenant mais restritivo de 4,5x da AESB3.

Por fim, a inauguração de novos projetos podem representar uma possível desalavancagem para o próximo ano.