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BTG (BPAC11) analisa setor educacional após prévia do 1TRI22

BTG (BPAC11) analisa setor educacional após prévia do 1TRI22

O BTG (BPAC11) analisou o setor educacional após prévias operacionais do primeiro trimestre de 2022.

O BTG (BPAC11) analisou o setor educacional, após prévias operacionais do primeiro trimestre de 2022. Segundo o banco de investimentos,  algumas instituições poderão apresentar sinais de recuperação após a crise pandêmica do coronavírus. Desta forma, o BTG indicou a compra de ações para Cruzeiro do Sul (CSED3),  Ânima Educacional (ANIM3) e Vitru Educação (VTRU).

A incerteza do cenário educacional pode impactar algumas empresas, que poderão ter tendências negativas no término de seus resultados operacionais. Estima-se crescimento no número de captações de novos alunos, apesar das adversidades relacionadas ao ticket médio pressionado, a alta inflação de custos, as despesas financeiras maiores e aos maiores volumes no capex.

“Em poucas palavras, os resultados do primeiro trimestre devem trazer alguma melhora nas tendências, mas o cenário ainda parece longe de uma recuperação clara em forma de V, deixando-nos cautelosos com o setor.” informou trecho do relatório

BTG (BPAC11): melhor Ebitda na Ânima (ANIMA3)

São previstos números razoáveis para a Ânima no primeiro trimestre, com expansão na receita líquida e na margem Ebitda. Apesar do bom momento, a empresa sofre com o lucro líquido pressionado por resultados financeiros ruins.

Para os analistas do BTG, as bases de comparação permaneceram enganosas devido à consolidação da Laureate no início de junho.  São previstos 75 mil novos alunos ingressantes no segmento de graduação presencial, o que significa aumento de 140% ao ano. Este cenário pode ser compensado com um ticket médio consolidado menor.

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Vale lembrar, que a Ânima conta com 286 mil estudantes matriculados em sua base e os entraves da instituição estão associados aos tickets da Laureate e ao crescimento de alunos na modalidade EAD.

“O EBITDA ajustado deve atingir R$ 312 milhões (vs. R$ 138 milhões um ano atrás), com a empresa capturando sinergias de despesas gerais e administrativas relevantes do negócio com a Laureate, impulsionando a margem EBITDA ajustada, que deve aumentar 1,3p.p. a/a para 35%.” destacou o BTG.

Por fim, a Ânima deverá ser prejudicada por taxas de juros mais altas e despesas financeiras não recorrentes e desta forma, a empresa poderá contabilizar prejuízo líquido de R$ 45 milhões.

Neutralidade para compra de ações da Cogna (COGN3)

É esperado um resultado fraco para o Grupo Cogna (COGN3) ao longo do primeiro trimestre, devido aos impactos sofridos pela empresa durante a pandemia. O ensino presencial da Kroton registrou queda no número de alunos durante o ano e a venda de escolas para a Eleva, em outubro, contribuiu para retração da receita.

A empresa sofre com altas despesas financeiras, que abalaram o LPA e o fluxo de caixa para o acionista. A margem Ebitda obteve ligeira melhora.

“Esperamos que a receita líquida consolidada caia 8% a/a para R$ 1,16 bilhão (Kroton: R$ 666 milhões; Vasta: R$ 374 milhões; outros: R$ 120 milhões). Enquanto isso, o EBITDA ajustado consolidado deve atingir R$ 374 milhões (aumento de 2% a/a), com margem de 32% (+320bps vs. 1T21), impulsionado principalmente pela melhor alavancagem operacional e pela contenção de custos na Vasta.  No entanto, as maiores despesas financeiras (devido ao aumento das taxas de juros) e maiores despesas de depreciação e amortização devem levar a um prejuízo líquido ajustado de R$ 17 milhões” projetou o BTG.

Por fim, a Cogna apresentou melhores resultados no decorrer do primeiro trimestre, mas um possível fluxo de caixa negativo para o acionista pode ser um grande entrave para a companhia.

Fraca expansão da receita líquida na Cruzeiro do Sul (CSED3)

O BTG analisou a atuação da Cruzeiro do Sul, que obteve um fraco desempenho no último trimestre. São previstos melhores números no 1TRI22, no entanto os resultados continuarão ruins. Houve crescimento da receita líquida e estabilidade na margem Ebitda ao ano.

A base de alunos deverá crescer de 10% no trimestre para 143 mil no presencial e 3% no t/t para 250 mil no ensino a distância. As novas admissões significam expansão nas atividades presenciais (de 21% a/a para 50 mil ) e no EAD (de 18% a/a para 84 mil).

“Além disso, esperamos que a empresa apresente melhor dinâmica de captação no presencial, mas tickets médios
pressionados no EaD. Ao todo, a receita deve crescer 11% a/a para R$ 467 milhões, enquanto o EBITDA ajustado
também deve crescer 11% para R$ 141 milhões, com margem estável de 30%. Finalmente, esperamos lucro
líquido ajustado de R$ 37 milhões (aumento de 19% a/a)” realçou o relatório.

Neutralidade para compra de ações da Ser (SEER3)

Outra empresa que deverá apresentar fracos resultados no primeiro trimestre é a Ser Educacional (SEER3), que contou com  o aumento de sua receita devido a consolidação da FAEL, com o ingresso de 90 mil novos alunos no EAD.

A instituição foi impactada com margens menores e com a piora na dinâmica do ticket médio, com queda de dois dígitos nas modalidades presencial e a distância. Segundo o BTG, a receita líquida da Ser deverá crescer de 24% ao ano para R$ 381 milhões e o Ebitda ajustado deverá expandir de 12% a/a para R$ 76 milhões. As margens sofrerão queda de 2 pontos percentuais ao ano para 20%.

“Por fim, a pior alavancagem operacional e resultados financeiros de -R$ 48 milhões (vs. -R$ 15 milhões no 1T21) devem fazer com que o lucro líquido tenha uma queda para R$ 1 milhão (de R$ 36 milhões um ano atrás).” concluiu o BTG.

Melhores números operacionais para Yduqs (YDUQ3) e neutralidade para compra de ações

O banco calculou melhores números para a Yduqs (YDUQ3), que tem um melhor controle de custos. As margens da empresa poderão ser impulsionadas com a maior captação de alunos e com melhorias no ticket médio.

O número de estudantes deverá crescer de 30% ao ano para 75 mil no ensino presencial e 65% a/a para 156 mil na  modalidade à distância. A dinâmica do ticket médio deverá registrar resultados mistos, com estagnação no ensino presencial e resultados ruins na modalidade EAD.  A receita deverá crescer de 10% ao ano para R$ 1,19 bilhão.

“O EBITDA ajustado deve crescer 20% a/a para R$ 391 milhões, com margem expansão de margem de 3p.p. para 33%, impulsionado pelo melhor controle de custos na operação presencial e menores despesas com vendas. Finalmente, esperamos lucro líquido ajustado de R$ 71 milhões, representando um crescimento de 2% a/a, prejudicado por piores resultados financeiros.” finalizou o BTG.