A partir de 2023, o Brasil vai estrear no mercado de lítio para baterias. O lítio ganhou projeção ao ser tornar uma das matérias-primas das baterias dos carros elétricos. Segundo o jornal Valor Econômico, o projeto está em fase final de implantação em Minas Gerais pela Sigma Lithium e deve se consolidar entre as quatro maiores fabricantes mundiais.
A demanda por lítio cresce ano após ano, principalmente com as grandes montadoras aumentando a oferta dos veículos elétricos. Inclusive, há uma estimativa que os veículos elétricos pulem de 6,5 milhões de unidades do ano passado para 10,5 milhões neste ano. Em 2030, a expectativa é que chegue à marca de 51 milhões.
Valor médio da tonelada de carbonato de lítio saiu de US$ 13,89 mil em 2021 e bateu em US$ 84 mil a tonelada neste ano, um crescimento de 504,75%.
Com isso, empresas de mineração de diversos países, como China, Austrália e Estados Unidos, já desenvolveram projetos para a produção da matéria-prima. A Sigma entra neste mesmo caminho iniciando a operação a partir de 2023, com o objetivo de suprir a demanda de pedidos das montadoras e fabricantes de baterias.
A segunda maior mineradora do mundo, a australiana Rio Tinto, e outras empresas estão se posicionando na produção dos chamados metais críticos, que atualmente é visto como estratégico. O interesse surgiu com o mercado voltando a sua atenção para a eletrificação, transição energética e o conceito de produtos “verdes”.
O lítio é o elemento básico para a fabricação de todos os tipos de baterias com íon de lítio para carros elétricos, que conta com outros metais e minerais: cobalto, níquel, manganês, fosfato e ferro. Além disso, há o nióbio, grafeno e outros metais que correm por fora.
A geografia brasileira pode se destacar nessa nova onda de consumo. O país tem a maior reserva de nióbio do mundo, sem contar outras reservas consideráveis de níquel, manganês, ferro, grafita e dentre outras.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão estatal de pesquisas, as reservas de lítio estão localizadas no Ceará, no eixo Rio Grande do Norte/Paraíba, no sul de Tocantins com o nordeste de Goiás, na Bahia e em Minas Gerais – no chamado médio Jequitinhonha, na região leste e São João del Rei.
Até agora, somente duas empresas produzem lítio no Brasil: a Companhia Brasileira de Lítio (CBL) e a AMG Brasil. Mas trata-se de lítio para outras aplicações, como graxas e lubrificantes.
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