O Bank of America (BofA) revisou suas projeções macroeconômicas para o Brasil e passou a projetar um cenário de inflação mais persistente e crescimento mais moderado nos próximos anos.
O banco elevou a estimativa do IPCA para 2027 de 4% para 4,7%, patamar acima da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. Para 2028, a expectativa é de um índice em 3,5%, ainda acima do centro da meta, reflexo de um processo de convergência mais lento dos preços.
No campo da atividade econômica, o BofA reduziu a projeção do PIB de 2027 de 2% para 1,3%. A revisão sinaliza desaceleração do crescimento em um cenário de juros elevados por mais tempo e condições financeiras mais restritivas.
Projeções do BofA vão ao encontro do Boletim Focus
As projeções do BofA estão alinhadas com as expectativas do Boletim Focus da última segunda-feira (29). O consenso do mercado manteve estável a projeção do IPCA em 5,33%, interrompendo uma sequência de 15 semanas consecutivas de alta nas expectativas de inflação.
A projeção da inflação para 2027 permanece em trajetória de elevação, passando de 4,15% para 4,17% em relação à semana anterior. Já as estimativas para 2028 e 2029 se mantêm estáveis em 3,7% e 3,5%, respectivamente.
A estimativa média para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 avançou de 1,98% para 1,99%. Para 2027, o indicador recuou levemente de 1,7% para 1,68%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 foram mantidas pelo mercado financeiro em 2% para ambos os anos.
Nesta semana, os analistas mantiveram em 14% a projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026. O patamar sinaliza a expectativa de mais um corte em relação à taxa atual de 14,25%, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC no último dia 17. A próxima reunião do comitê ocorrerá nos dias 4 e 5 de agosto.
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